O vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior (MDB), solicitou em um grupo privado de WhatsApp que contatos próximos compartilhassem uma mensagem crítica ao ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), com a instrução explícita “manda viralizar”. A publicação, obtida pelo perfil Se Ligue Bahia, sugere que o conteúdo foi encaminhado ao grupo de forma acidental.
Na mensagem que Geraldo queria disseminar, Rui Costa é retratado como articulador principal do partido Avante, causando “efeitos colaterais” na base aliada. O texto alega que, por influência do ministro, legendas estariam considerando coligações restritas ao governo estadual, liberando o Senado para disputas independentes. Isso reduziria o tempo de televisão e o apoio unificado para os candidatos senadores da chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que dependem fortemente de exposição midiática e palanque conjunto.
A narrativa classifica Rui como “um elefante em loja de cristal”, reorganizando as alianças de maneira desestabilizadora e gerando ruídos internos. O episódio seria uma resposta à suposta manobra de Rui Costa para emplacar o Avante na vaga de vice-governador, tirando o posto de Geraldo Júnior.
O vice-governador apagou a postagem em poucos minutos após o envio, mas o material já havia sido compartilhado e capturado. A troca de acusações reforça as tensões nos bastidores da federação governista baiana, em um momento de negociações intensas para as eleições de 2026.
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