Esquema bilionário de lavagem envolve grupo chinês e PCC em fraudes online

Polícia Civil de São Paulo desarticula rede que movimentou mais de R$ 1 bilhão com vendas falsas e empresas de fachada; dois suspeitos foram presos e bens bloqueados
Por: Brado Jornal 13.fev.2026 às 08h31
Esquema bilionário de lavagem envolve grupo chinês e PCC em fraudes online
Polícia Civil de São Paulo
A Polícia Civil paulista, em ação conjunta com o Ministério Público e a Secretaria da Fazenda, revelou uma complexa rede de lavagem de dinheiro que superou R$ 1 bilhão, orquestrada por uma organização de origem chinesa em parceria com membros do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A operação, deflagrada na manhã de 12 de fevereiro de 2026, cumpriu mandados de busca e resultou no bloqueio judicial de 36 contas bancárias, além do sequestro de valores que podem chegar a R$ 1,1 bilhão. Entre os bens afetados estão imóveis, aplicações financeiras e quatro veículos de luxo, totalizando ao menos R$ 25 milhões em patrimônio apreendido.

O mecanismo criminoso explorava plataformas de comércio eletrônico: após anúncios em marketplaces, os compradores eram orientados a efetuar pagamentos diretamente em contas intermediárias, fora do sistema oficial da plataforma. As notas fiscais emitidas por empresas fantasmas registravam valores bem inferiores ao real, permitindo a dispersão dos recursos por diversas contas de pessoas físicas e jurídicas.

Membros do PCC, com antecedentes em crimes como tráfico de drogas, roubo e receptação, eram recrutados como "laranjas" para registrar empresas e ocultar bens de alto valor, servindo como escudo patrimonial para o grupo principal. Ao todo, 14 CNPJs e 32 indivíduos estão sob investigação.

Dois suspeitos foram detidos: uma mulher considerada a principal articuladora do esquema e um homem ligado à facção, que atuava como sócio oculto. O líder do grupo chinês, apontado como cabeça da operação, permanece foragido no exterior.

As apurações, iniciadas há sete meses a partir de denúncia de uma vítima de fraude em compra online, adotaram a estratégia de "asfixia financeira" para enfraquecer a estrutura criminosa, cortando o fluxo de recursos.
Autoridades destacam que o esquema poderia envolver movimentações potenciais ainda maiores, estimadas em até R$ 36 bilhões em cenários ampliados.Nomes dos envolvidos não foram divulgados para não comprometer as etapas seguintes da investigação. 


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