Vorcaro ameaça empregada em novas mensagens

Controlador do Banco Master é preso preventivamente pela PF após troca de WhatsApp revelar ordem para “moer” funcionária Monique e buscar seu endereço; grupo “A Turma” recebia R$ 1 milhão por mês para vigilância e intimidações
Por: Brado Jornal 04.mar.2026 às 14h43
Vorcaro ameaça empregada em novas mensagens
Reprodução
Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foi preso preventivamente nesta quarta-feira, 4 de março de 2026, em São Paulo, pela Polícia Federal. A prisão integra a terceira fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

As investigações revelaram que Vorcaro coordenava uma estrutura privada chamada “A Turma”, dedicada à vigilância ilegal, obtenção de dados sigilosos e execução de ameaças e intimidações contra funcionários, ex-funcionários, jornalistas e outras pessoas que criticavam o conglomerado financeiro. O grupo recebia R$ 1 milhão mensais para realizar essas atividades.

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Felipe Mourão ou “Sicário”, foi preso na mesma operação como coordenador operacional da organização. Também foram alvos de medidas cautelares Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e o ex-policial federal Marilson Roseno da Silva.As provas principais da nova fase são mensagens trocadas por WhatsApp entre Vorcaro e Mourão. Em uma delas, Vorcaro escreve: “Empregada Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda.” Mourão responde perguntando o que deveria ser feito, e Vorcaro orienta: “Puxa endereço tudo”.

Outras conversas mostram ordens semelhantes contra um funcionário que teria realizado gravação indesejada e contra um chef de cozinha. Vorcaro determinou: “o bom de dar sacode no chef de cozinha primeiro. O outro já vai assustar”. A polícia identificou ainda acessos indevidos a sistemas restritos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal, do FBI e da Interpol.

A Operação Compliance Zero investiga suspeitas de fraudes no Banco Master, formação de organização criminosa, ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos. A decisão judicial determinou bloqueios e sequestros de bens que somam R$ 22 bilhões.


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