Ex-vereadora Leo Kret é alvo de operação do MP-BA

Investigação apura desvio de mais de R$ 1,1 milhão destinado a eventos carnavalescos e à comunidade LGBTI+ em Salvador.
Por: Brado Jornal 26.mai.2026 às 08h11 - Atualizado: 26.mai.2026 às 10h33
Ex-vereadora Leo Kret é alvo de operação do MP-BA
Reprodução / Wikipedia
O Ministério Público da Bahia deflagrou nesta terça-feira (26 de maio de 2026) a Operação Sponsor para apurar suspeitas de peculato, fraudes em licitações e desvios de recursos públicos. Entre os alvos está a ex-vereadora Leo Kret, que teve endereços vasculhados durante a ação.

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em um órgão municipal, em uma associação e em residências ligadas a cinco pessoas físicas, incluindo servidores da Prefeitura de Salvador. A Justiça ainda determinou o afastamento temporário do presidente e do diretor-geral da entidade investigada, além de duas servidoras públicas.

De acordo com as apurações, uma associação teria recebido mais de R$ 1,1 milhão da administração municipal para promover ações carnavalescas e projetos voltados à diversidade. No entanto, parte dos valores teria sido direcionada indevidamente a integrantes do grupo, em vez de custear eventos em 57 bairros da capital e apoiar 18 blocos no Carnaval de 2025.

A investigação teve início a partir de denúncias de organizadores de festas e membros da comunidade LGBTI+, que apontaram irregularidades na execução do projeto “Caminhada da Diversidade LGBTI+”. O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) e a Promotoria de Proteção à Moralidade Administrativa comandam os trabalhos, com apoio de outras promotorias especializadas e da Polícia Militar.

A operação busca esclarecer se houve formação de uma estrutura de fachada para desviar verbas que deveriam beneficiar a realização de eventos culturais e de inclusão social na cidade. Até o momento, não há informações sobre prisões, apenas buscas e afastamentos preventivos.

Leo Kret, que foi a primeira vereadora transexual eleita em Salvador, atuou como diretora de políticas para pessoas LGBTQIA+ na Secretaria Municipal de Reparação desde abril de 2025. Seu nome aparece entre os investigados no contexto dos contratos analisados.

A ação reforça o combate a irregularidades na aplicação de recursos públicos destinados à cultura e aos direitos humanos na capital baiana. As investigações continuam em sigilo para evitar prejuízo às apurações.


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