Lula volta a falar em controle da mídia: “Não podemos deixar a internet do jeito que está"

Ex-presidente citou proposta feita durante gestão petista, mas que não foi levada ao Congresso
Por: Brado Jornal 27.abr.2022 às 06h47 - Atualizado: 27.abr.2022 às 12h24
Lula volta a falar em controle da mídia: “Não podemos deixar a internet do jeito que está
Ex-presidente Lula participou de entrevista coletiva a canais de esquerda - Reprodução

Em entrevista coletiva para youtubers e canais de esquerda nesta terça-feira (26), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou a falar em controle da mídia.

O petista afirmou que o que ele chama de “regulação da mídia” visa “adequar as necessidades da sociedade” e combater o funcionamento da “indústria de fake news“.

Ao responder a uma pergunta sobre comunicação, Lula disse que a proposta da regulação da mídia esteve em pauta durante os governos dele e da então presidente Dilma Rousseff (PT). Os projetos, porém, não foram adiante.

“Nós fizemos uma proposta de comunicação, depois eu volto na nossa questão, que não foi uma proposta do [ex-ministro] Franklin Martins ou do Lula. Foi uma proposta de uma reunião que juntou mais de 3.000 pessoas a nível nacional. Juntou donos de canais de televisão – só não participaram a Globo e o SBT. Mas participaram mais de 2.000 rádios populares, participaram outras rádios importantes, participarão televisões. Tinha mais de 3.000 pessoas que aprovaram”, relatou o petista.

Ele acrescentou que o documento aprovado na ocasião foi transformado em uma “proposta de regulação dos meios de comunicação”.

“Você não vai regular revista, você não vai regular jornal, você não vai regular papel. O que a gente queria: ter uma preocupação com a questão da internet, que ainda nós não sabemos o que fazer, e ter uma preocupação com o sistema de comunicação eletrônico. A última regulação nossa era de 1962.”

O ex-presidente citou que o tema não foi levado ao Congresso.

“Então como a gente faz aquilo? A sociedade diz. E nós queríamos apresentar no Congresso Nacional para debate. Não foi apresentado pelo [ex-ministro das Comunicações] Paulo Bernardo, porque, talvez, a companheira Dilma não quis mandar para o Congresso Nacional. Mas em algum momento alguém vai propor para fazer uma regulação. Se está correto e a sociedade entende que está correto, que é assim mesmo, tudo bem. Que fique assim.”

Regulação das mídias digitais

No começo do mês, Lula já tinha defendido uma “regulação” das mídias digitais para separar “o joio do trigo” com o objetivo de tentar evitar a disseminação de fake news na internet. Essa declaração foi dada em entrevista à rádio Lagoa Dourada, de Ponta Grossa, no Paraná.

Na entrevista, Lula havia sido questionado se considerava as redes sociais uma “terra sem lei”.

“As pessoas às escondidas fazem coisas que não teriam coragem de fazer pessoalmente. Então a provocação, as ofensas, as falsas denúncias, as fake news são coisas que ganharam espaço muito grande na internet”, afirmou o petista.

Como solução, o ex-presidente defendeu, ainda em entrevista à rádio paranaense, um controle sobre o conteúdo disseminado nas redes.

“É preciso que se tenha uma regulação para separar o joio do trigo, ou seja, não é você tentar evitar que as pessoas sejam verdadeiras, é você tentar evitar fake news, tentar evitar mentiras, tentar evitar mentiras contra a vacina, mentiras contra doenças”, disse.

As falas sobre as redes sociais foram similares às proferidas durante uma entrevista concedida pelo petista à Rádio Clube, de Pernambuco, em 9 de fevereiro.

“Não podemos deixar a internet do jeito que está, virando uma fábrica de fake news e provocações”, disse na entrevista.



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