Contas de marido de Carla Zambelli são congeladas pelo STF em Israel

Medida de Alexandre de Moraes atinge finanças de Antônio Aginaldo enquanto deputada segue detida em Roma
Por: Brado Jornal 14.ago.2025 às 09h17
Contas de marido de Carla Zambelli são congeladas pelo STF em Israel
Reprodução
O Supremo Tribunal Federal (STF), sob ordem do ministro Alexandre de Moraes, determinou o bloqueio total das contas bancárias do coronel Antônio Aginaldo de Oliveira, esposo da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP). Atualmente em Israel, Aginaldo descobriu a restrição financeira ao tentar acessar sua aposentadoria e salários, conforme relatado pelo advogado do casal, Fábio Pagnozzi, em comunicado à imprensa na quarta-feira, 13 de agosto de 2025. “O bloqueio inclui sua aposentadoria e salários”, informou Pagnozzi, destacando que o STF não se pronunciou oficialmente devido ao sigilo do processo.

Antônio Aginaldo, que já atuou como diretor da Força Nacional de Segurança Pública em 2019, acompanhou Zambelli em sua recente passagem pela Europa antes de viajar para Israel, onde não tem previsão de retorno ao Brasil. Ele se casou com a deputada em fevereiro de 2020 e, em julho de 2025, deixou o cargo de secretário de Segurança Pública de Caucaia (CE) para estar ao lado da esposa. A exoneração foi formalizada no Diário Oficial do município. Em 2022, Aginaldo concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas não obteve êxito. Em 2024, também pelo PL, candidatou-se à Prefeitura de Caucaia, ficando em quarto lugar.

Enquanto isso, Carla Zambelli permanece detida em Roma desde 29 de julho de 2025, após quase dois meses foragida. Condenada a 10 anos e 8 meses de prisão por invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ela aguarda o processo de extradição para o Brasil, que, segundo especialistas, pode se estender por até dois anos. A Corte de Apelação de Roma decidiu mantê-la em regime fechado durante a tramitação do caso.

A defesa do casal critica a medida do STF, classificando-a como uma pressão sobre a família. “O prejuízo é o mesmo para os dois, pois ninguém sobrevive sem dinheiro. Diretamente, estão fechando um cerco em toda a família da deputada”, afirmou Pagnozzi, em entrevista ao jornal O Globo.

O STF não comenta o caso, que tramita sob sigilo, deixando incertezas sobre os próximos desdobramentos para Aginaldo e Zambelli.


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