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"Superfatura uma pesquisa para se obter um resultado de interesse próprio" diz Jamile Davies sobre o Datafolha

Davis falou sobre a pesquisa eleitoral, realizado pelo DataFolha, e os índices de intenção de voto para a eleição presidencial de 2022, onde Lula aparece na frente com 48% e logo após vem Bolsonaro com 27%.
Por: Rebeca Costa 28.mai.2022 às 12h33 - Atualizado: 29.mai.2022 às 20h14
Reprodução/Youtube

No programa Brado Jornal desta sexta-feira (26), a comentarista e pesquisadora Jamile Davis falou sobre a pesquisa eleitoral, realizado pelo DataFolha, e os índices de intenção de voto para a eleição presidencial de 2022, onde Lula aparece na frente com 48% e logo após vem Bolsonaro com 27%. 

"Essa última pesquisa do DataFolha que apresentou esses números e foi justificado o aumento do Lula porque o Dória desistiu, a pessoa que nem entrava na margem de erro, foi cobrado R$420.000 para entrevistar 2500 pessoas. A XP, por exemplo, cobra R$40.000, então, já tem um alarme. Quem vai querer uma empresa que superfaturar uma pesquisa para se obter um resultado de interesse próprio? Isso aí já deixa por se só uma margem muito grande para desconfiança. Se analisarmos as outras coisas, fica cada vez mais óbvio que essas pesquisas são feitas usando dois viés. O primeiro viés é o municipal. (…) O TSE não pergunta para a Folha de São Paulo: de onde foi que você fez a sua pesquisa? Qual o município? Qual o local de São Paulo já que 45% das respostas vieram de lá? Quando foi feita a pesquisa? Eles não perguntam. Aí o DataFolha, vai para a área de São Bernardo do Campo que tem um reduto muito esquerdista e pergunta aquele para grupo de pessoas. Eles não vão, por exemplo, para Ribeirão Preto que tem um lado bolsonarista mais forte. Eles utilizam essa parte geográfica para afunilar o resultado que eles querem. Aí, já vem o segundo viés que é o de seleção para quem responde essas perguntas, e sem querer  estereotipar ninguém, fica muito claro quem são as pessoas que dão apoio ao presidente Bolsonaro e as pessoas que dão apoiou ao Lula. (...) Esses fatores precisam chegar a população e porque que não chegam, por que essas pesquisas são utilizadas para estar manipulando as pessoas que ainda não tomaram a decisão. (…) A pesquisa não estar interessada em quem é de direita ou esquerda, ela está interessada nas pessoas que ainda estão confusas, que existem sim.  O brasileiro ainda está acordando, está ficando cada vez mais politizado de uma certa forma, porém deixa de última hora. E você acaba escutando no que a pesquisa fala e pensa: vou votar em quem está ganhando porque ele vai ser uma garantia que eu acertei no meu voto. Quero lembrar para todo mundo um detalhe que ninguém parece mencionar mais: em sua delação premiada, o [Antônio] Palocci falou que o PT pagava as empresas de pesquisas para manipular os seus resultados. Diante disso, e da a minha colocação acadêmica, se o Datafolha estivesse apresentando uma tese de mestrado ou de doutorado, uma bancada parcial de acadêmicos de qualquer lugar do mundo ele seria reprovada por unanimidade", disse Jamile.



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