TSE proíbe o porte de armas durante as eleições para evitar violência política

O veto coíbe o transporte de armamento tanto no dia da votação quanto nas 24 horas antes e depois da data
Por: Brado Jornal 29.set.2022 às 14h24
TSE proíbe o porte de armas durante as eleições para evitar violência política
Foto: Agência Brasil

Colecionadores, atiradores e caçadores estão proibidos de portar armas e munições em todo o Brasil entre 1 e 3 de outubro, de acordo com decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proferida nesta quinta-feira, 29. Aprovada por unanimidade, a resolução busca resguardar o processo eleitoral e garantir que os eleitores tenham o livre exercício do seu direito de votar, sem coação, segundo o texto publicado. Dessa forma, fica vetado o transporte de armamento tanto no dia das eleições quanto nas 24 horas antes e depois da data. Atual presidente do TSE, o ministro Alexandre de Moraes foi favorável à medida, argumentando que “importa considerar, também, o quadro de disputas, observadonas redes sociais, de onde resultam, muitas vezes, lamentáveis episódios de violência política agravados pela circulação de armas de fogo. Foi reportado o risco representado pelo funcionamento de clubes de tiro, frequentados por caçadores, atiradores desportivos e colecionadores, conhecidos como CACs. As autoridades policiais sugeriram, como medida preventiva, a proibição de funcionamento dos referidos espaços, destacando que a referida medida seria determinante para que se evitasse a circulação de armas de fogo no período e, consequentemente, fossem evitadas situações de violência armada”.

O texto também indica que quem for identificado em porte de armas ou munição será preso em flagrante, sem prejuízo do crime eleitoral correspondente. Os ministros já haviam decidido anteriormente que o transporte de armamento não seria permitido dentro de um perímetro de 100 metros das seções eleitorais, a não ser por agentes de segurança pública. “Eleições livres e pacíficas são da essência da democracia. Incumbe aos poderes do Estado prevenir situações potencialmente sensíveis, o que implica medidas legais e administrativas adequadas. O poder de polícia permite ao Poder Público limitar liberdades por razões de bem comum. O Código Eleitoral prevê diversas hipóteses, gerais e específicas, de poder de polícia em favor da Justiça Eleitoral”, defende a decisão.



📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Keiko Fujimori vence eleição e é a nova presidente do Peru
Candidata de direita supera Roberto Sánchez por margem mínima e assumirá o cargo em 28 de julho em meio a forte polarização
Jaques Wagner minimiza vaias no 2 de Julho e diz que é comum em ano eleitoral
Senador petista afirma que manifestações fazem parte do jogo político e que a data baiana é maior que qualquer disputa
Janaina Paschoal defende manifestação durante palestra de Haddad e cobra aplicação isonômica da lei eleitoral em universidades
Vereadora e professora da USP afirma que quadros do PT e PSOL realizam atividades políticas em campi públicos enquanto pré-candidatos enfrentam restrições
Renan Santos anuncia Aroldo Medina como candidato a vice-presidente na chapa presidencial
Tenente-coronel da reserva da Brigada Militar, natural do Rio Grande do Sul, integra a candidatura do pré-candidato do Partido Missão
O que sobrou do 02 de julho na política baiana
Protestos orgânicos, tensão viral e polarização antecipam o clima eleitoral de 2026
Flávio Bolsonaro apresenta sinais de cansaço e estresse
Aliados recomendam que o senador use viagem aos EUA para descansar com a família em meio a crises na campanha
Carregando..