Política Urgente

Comissão do Senado aprova ampliação do teto em R$ 145 bi para custear Auxílio Brasil

Texto do senador Alexandre Silveira aumenta limite de gastos do Executivo em 2023 e 2024; matéria segue para votação em plenário nesta quarta-feira, 7
Por: Brado Jornal 06.dez.2022 às 17h51
Comissão do Senado aprova ampliação do teto em R$ 145 bi para custear Auxílio Brasil
Divulgação

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou nesta terça-feira, 6, a chamada PEC da Transição. Relatado pelo senador Alexandre Silveira (PSD-MG), o texto da PEC de Transição visa abrir espaço fiscal p visa abrir espaço fiscal para gastos primários do futuro governo, incluindo a ampliação do programa Auxílio Brasil e o aumento do salário mínimo. Inicialmente, a proposta apresentada pelo governo de transição incluía a retirada dos gastos com Auxílio Brasil, que deve ser novamente batizado de Bolsa Família, do teto das contas públicas pelo período de quatro anos. Entretanto, no relatório final, Silveira propôs a ampliação do teto de gastos pelo período de dois anos para contemplar as ações atualmente não previstas no Orçamento. “Optamos por acrescer R$ 175 bilhões por ano ao limite do teto de gastos referente ao Poder Executivo nos anos de 2023 e 2024, em vez de excetuar o programa do teto de gastos. Até o referido montante, as despesas não serão consideradas na verificação do resultado primário em 2023 e estarão também ressalvadas da Regra de Ouro”, apontou o relator no texto. Para garantir aprovação, a base governista e os senadores de oposição fixaram acordo no valor final de R$ 145 bilhões, valor aprovado pela maioria na CCJ, com votos contrários apenas do senador Eduardo Girão e do senador Esperidião Amin. Agora, amatéria segue para análise do plenário do Senado. A expectativa do presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), é que a proposta seja votada nesta quarta-feira, 6. Se aprovada, a PEC segue para análise e votação na Câmara dos Deputados, para que possa ser promulgada antes do Natal.

Uma das principais promessas de campanha do petista nas eleições de 2022, a PEC da Transição abrange a continuidade do programa de transferência de renda – o novo Bolsa Família – no valor mensal de R$ 600 por família, acrescido o pagamento de R$ 150 por criança de até seis anos. Além disso, a proposta também contempla valores para garantir o aumento real do salário mínimo. Em seu relatório, o senador Alexandre Silveira reconheceu “a importância do socorro à população em situação de vulnerabilidade social” neste momento, mas também admitiu a preocupação de parte dos parlamentares com inseguranças e impactos fiscais da proposta, que chegou a ser batizada de “PEC fura-teto” e alvo de deputados e senadores. “Vai prejudicar muito o país porque os proponentes não têm compromisso com reformas, privatizações ou fontes de receitas que possam compensar e ainda por cima uma PEC que ataca o próprio Parlamento. Retirar do teto de gastos, durante quatro anos, uma série de despesas, é retirar do Parlamento que ainda nem assumiu o poder de controle do Orçamento”, afirmou o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), em entrevista ao site da Jovem Pan. Diante das críticas, o senador Alexandre Silveira também incluiu um mecanismo para que até 31 de julho de 2023, o presidente da República seja responsável por apresentar um novo arcabouço fiscal, por meio de uma lei complementar para instituição de regime fiscal sustentável. “Com o objetivo de garantir a estabilidade macroeconômica do país e criar as condições adequadas ao crescimento socioeconômico”, diz trecho do relatório.

Nesta terça, durante sessão da CCJ, membros da base do governo, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL), apresentaram um requerimento para realização de uma audiência pública na Casa a respeito PEC da Transição, tema que virou algo de divergências entre os senadores. Embora seja unânime o entendimento sobre a continuidade do Auxílio Brasil no valor de R$ 600, os governistas afirmam que não há clareza nas alternativas fiscais apresentadas, apontando a falta do indicativo do futuro ministro da Economia e os impactos da PEC para juros e inflação no próximo ano. “Se a única convergência é o auxílio de R$ 600, queremos que os R$ 600 de hoje valham R$ 600. Ou esse governo vai começar mal”, afirmou o senador Carlos Portinho (PL), líder do governo. O requerimento chegou a ser votado na comissão, mas foi rejeitado por 16 senadores contra 10 apoiadores.



📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Senador Magno Malta nega agressão a técnica de radiologia e anuncia ação por falsa comunicação de crime
Parlamentar do PL-ES, internado no Hospital DF Star após mal-estar, gravou vídeo do leito hospitalar afirmando não ter tocado na profissional e classificou a denúncia como “mentira”
Evento de 1º de Maio em São Paulo registra baixa adesão
Ato organizado por metalúrgicos com presença de três ministros atrai apenas 400 pessoas, menos da metade do público projetado
Senador Magno Malta é acusado de agredir técnica de radiologia com tapa no rosto em hospital no DF
Parlamentar do PL-ES teria xingado a profissional de “imunda” e “incompetente” após extravasamento de contraste durante angiotomografia; hospital abriu apuração administrativa e PCDF investiga o caso
Carregando..