Moraes vota contra ‘marco temporal’ e Mendonça pede vista

Até o momento, o relator do caso, Edson Fachin, e Alexandre de Moraes votaram contra; ministro Nunes Marques se posicionou a favor
Por: Brado Jornal 07.jun.2023 às 17h19 - Atualizado: 07.jun.2023 às 17h34
Moraes vota contra ‘marco temporal’ e Mendonça pede vista

A análise do marco temporal para a demarcação de terras indígenas retornou ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (7). No entanto, o ministro André Mendonça pediu vista e a análise do caso foi mais uma vez adiada. 

Antes do pedido de vista, o ministro Alexandre de Moraes votou contra a tese do marco temporal. Com a manifestação de Moraes, o placar do julgamento está em dois a um contra o marco. Em 2021, antes da interrupção do julgamento, o ministro Edson Fachin votou contra a tese, e Nunes Marques se manifestou a favor.

A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, acompanhava o julgamento no plenário. Também havia cadeiras reservadas para 50 indígenas. Do lado de fora do STF, havia um telão que transmitia o julgamento para cerca de 2 mil indígenas que estavam na Esplanada protestando contra a tese. 

Defendido pelos ruralistas, o marco temporal estabelecerá, se aprovado, que a demarcação de uma terra só pode ocorrer se for comprovado que o povo indígena que a requer estava ocupando o território quando a Constituição Federal foi promulgada — mais especificamente, no dia 5 de outubro de 1988.

Por outro lado, entidades que representam os povos originários argumentam que essa regra, se aprovada, restringirá o acesso dos indígenas a territórios aos quais teriam direito. Outra alegação é de que, em muitos casos, houve expulsões ou remoções forçadas nos períodos anteriores à Constituição. 

A decisão do STF tem repercussão geral, ou seja, deverá ser seguida em situações semelhantes pelas instâncias inferiores da Justiça.

Na última semana, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei com a tese do marco temporal. Segundo o texto aprovado na Câmara, somente poderão ser demarcados como reservas indígenas os territórios efetivamente ocupados por povos originários em 5 de outubro de 1988, dia da promulgação da Constituição. Terras reivindicadas, ocupadas ou em conflito após essa data ficam proibidas de ser entregues a populações indígenas.

A proposta aguarda análise no Senado. Para virar lei, além do aval do Senado, o texto precisa da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.



📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Augusto Cury sobe 6,2 pontos na Atlas
Candidato do Avante chega a 7,8% e fica numericamente em terceiro; Flávio Bolsonaro, Lula e Romeu Zema perdem fatia do eleitorado em um mês
Toffoli suspende campanha de Renan Santos à Presidência
Ministro do TSE barra propaganda, fundo eleitoral e debates da chapa do Missão
Em quase 4 anos, Jerônimo gastou mais com transporte aéreo do que com Secretaria de Políticas para Mulheres
Segundo dados do Portal da Transparência da Bahia, o governo pagou R$ 89,4 milhões em despesas classificadas como “Transporte Aéreo” durante o mandato do petista.
Renan Santos nega irregularidade apontada por Toffoli no TSE
Candidato do Missão diz que não teve vantagem e chama apontamentos de “patéticos”
Toffoli adia registro de Renan Santos
Ministro do TSE aponta possíveis irregularidades em perfis de redes sociais da chapa do Missão e retira o caso da pauta de segunda-feira; análises de Lula, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema seguem
Congresso vota pautas sociais antes das eleições
Semana concentra fim da escala 6x1, isenção para compras de até US$ 50, regras para mototaxistas e entregadores, PEC da Segurança e Orçamento de 2027
Carregando..