Haddad afirma que ‘não se fecha questão contra reforma tributária’ e faz apelo para senadores

Relatório está sendo analisado na CCJ nesta terça-feira, 7, e pode seguir para apreciação do plenário do Senado ainda esta semana
Por: Brado Jornal 07.nov.2023 às 16h22
Haddad afirma que ‘não se fecha questão contra reforma tributária’ e faz apelo para senadores
Adriano Machado

Com a eminência da votação da reforma tributária no Senado Federal, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez um apelo para que os senadores votassem em favor da medida. A votação do relatório na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) está prevista para terça-feira, 7, e a matéria deve seguir para o Plenário até quinta-feira, 9. “É hora de nós fazermos chegar ao Senado um coro só do país todo para que hoje, ou no máximo amanhã, o plenário da Casa possa dar a palavra final sobre esse anseio de 40 anos: colocar o Brasil como um dos mais modernos sistemas tributários do mundo”, argumentou durante palestra no Brasil Investment Fórum. Ele ainda pontuou que a medida não é uma pauta ideológica do governo, mas sim uma necessidade do Brasil. “É uma coisa que é geracional, que vai produzir por décadas os efeitos. Não pode ser objeto de polarização politica nesse nível que está se propondo. Não se fecha questão contra uma reforma tributária”, complementou.

No início da tarde desta terça-feira, 7, os membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal ainda discutiam a proposta da reforma tributária. A etapa representa mais um avanço na discussão, que já dura quase três décadas, sobre um novo sistema tributário no país. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), já sinalizou que deve pautar a votação da reforma tributária no plenário da Casa na próxima quarta-feira, 8, podendo prolongar a apreciação para quinta-feira, 9, se necessário. A pretensão do presidente da Casa é que o texto seja apreciado na terça-feira pela manhã na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que está sob presidência do presidente Davi Alcolumbre (União-AP) e relatoria do senador Eduardo Braga (MDB-AM) e após a aprovação na comissão, será encaminhado ao plenário.

O relatório ampliou parte das exceções da proposta e criou o cashback (devolução do valor pago) obrigatório no consumo de gás de cozinha para famílias de baixa renda. No relatório anterior, já era obrigatória a devolução de imposto para o consumo de energia elétrica de beneficiários do CadÚnico. Entre as isenções fiscais que foram incluídas ou mantidas na reforma estão a isenção na compra de automóveis por pessoas com deficiência ou no espectro autista, bem como por taxistas, e a alíquota zero na aquisição de medicamentos e dispositivos médicos pela Administração Pública e por entidades de assistência social sem fins lucrativos. Também foram incluídos benefícios fiscais para montadoras que invistam em carros movidos a álcool, além da manutenção da concessão de créditos tributários para produção de veículos elétricos, válida para plantas de fábricas aprovadas ou implantadas até dezembro de 2025. A imunidade de IPVA para embarcações que exerçam atividades econômicas também foi adicionada na proposta.

A reforma tem objetivo de simplificar o sistema tributário e transformará cinco tributos (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins) em três: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e Imposto Seletivo (IS). Cada novo tributo terá um período de transição. A CBS e o IBS, que tributam o consumo, são formas de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que incide apenas nas etapas do comércio que geram novo valor ao produto ou serviço e assim evita novas cobranças sobre impostos já pagos. Para que seja aprovada, uma PEC depende do apoio de 3/5 da composição de cada Casa, em dois turnos de votação em cada Plenário. No Senado, são necessários os votos de, no mínimo, 49 senadores. O texto só é aprovado se houver completa concordância entre a Câmara dos Deputados e o Senado. Como o relator apresentou um substitutivo, o texto passará por nova análise dos deputados.



📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
ACM Neto denuncia autoritarismo do PT contra policiais e imprensa
Pré-candidato ao governo da Bahia critica perseguição política a agentes de segurança e assédio a jornalistas
Bruno Reis critica filiação de deputado ligado a facção pelo partido do governo
Prefeito de Salvador desabafa e diz que PT age com “poder a qualquer custo”
Governo vai liberar R$ 7 bilhões do FGTS, anuncia Luiz Marinho
Ministro do Trabalho confirma medida que deve beneficiar milhões de trabalhadores ainda em 2026O governo federal vai liberar R$ 7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para trabalhadores, conforme anunciou nesta quarta-feira (8) o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.
Coronel defende mudança e ironiza chapa do PT: “Deveriam renunciar coletivamente”
Senador baiano critica governo Jerônimo e diz que situação do PT na Bahia é insustentável
Kim Kataguiri questiona repasses de R$ 3,2 milhões à Favela.ONG
Deputado federal cobra Casa Civil sobre critérios de liberação de recursos e levanta suspeitas de ligação com dirigente do PT
Coronel alerta Rui Costa para não subestimar a oposição na Bahia
Senador Angelo Coronel rebate com firmeza as críticas feitas pelo ex-ministro Rui Costa, que classificou a chapa oposicionista liderada por ACM Neto como a mais fraca já enfrentada, e defende a união de diferentes correntes políticas para mudar o rumo da Bahia
Carregando..