PCC planejou “missão” contra Lira e Pacheco, diz PF

O levantamento foi descoberto pela PF e pelo Ministério Público de São Paulo durante a investigação de um plano para sequestrar o senador Sergio Moro (União-PR).
Por: Brado Jornal 07.dez.2023 às 20h12
PCC planejou “missão” contra Lira e Pacheco, diz PF
Pedro Ladeira

A Polícia Federal (PF) descobriu que integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) planejaram ataques contra os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

O levantamento feito pelo PCC foi descoberto pela PF e pelo Ministério Público de São Paulo durante a investigação de um plano para sequestrar o senador Sergio Moro (União-PR).

Segundo o Ministério Público de São Paulo, o PCC enviou integrantes da facção que formam a “célula Restrita”, uma espécie de grupo de elite da organização criminosa destacado para operações de alto risco, para Brasília para cumprir a “missão” na capital federal.

Ao apreender o celular de um dos alvos da investigação, a PF encontrou fotos aéreas das residências oficiais de Lira e Pacheco e comentários sobre os imóveis.

Em março, a PF deflagrou a Operação Sequaz para desarticular o plano contra Moro e prendeu nove suspeitos. Na época, a corporação afirmou que o grupo pretendia cometer crimes como homicídios e extorsão contra autoridades mediante sequestro no Distrito Federal e nos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rondônia.

O Ministério Público de São Paulo considerou que as informações coletadas “demonstram que houve determinação da cúpula para que esse setor do PCC, a célula Restrita, realizasse esses levantamentos das referidas autoridades da República”. A ordem para que os membros do PCC agissem teria sido dada, em maio, por um dos integrantes do grupo que foi preso por articular o plano contra o ex-juiz da Lava Jato.

O relatório do Ministério Público de São Paulo apresentou anotações sobre as despesas feitas por membros do grupo, como gastos com aluguel de imóvel em Brasília. Segundo o documento, em dois meses, os integrantes do PCC gastaram cerca de R$ 44 mil para a compra de aparelhos celulares, aluguel de imóvel, transporte, seguro, IPTU, alimentação, hospedagem, mobília do imóvel, compra de eletroeletrônicos, entre outros.

“É possível verificar ainda que o dinheiro gasto com a missão estava sendo fornecido pela FM Baixada, célula que gerencia os pontos de venda de droga da organização no litoral paulista e Vale do Paraíba”, diz o relatório do Ministério Público.

Em setembro, a Justiça Federal do Paraná aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público contra os nove acusados de planejar o sequestro de Moro, que foram alvos da operação em março. De acordo com a PF, o grupo chegou a investir quase R$ 3 milhões para efetuar o plano contra o senador.



📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Lula adia decisão sobre candidatura à reeleição
Presidente afirma que só definirá se disputará novo mandato em junho e condiciona lançamento de nome a apresentação de propostas inéditas ao país
ACM Neto lidera com 47,3% contra 30,9% de Jerônimo, aponta pesquisa
Levantamento da Verita mostra ex-prefeito de Salvador na frente na corrida pelo governo da Bahia
Kiki Bispo rebate Jaques Wagner e defende gestões de ACM Neto e Bruno Reis
Vereador e líder do governo na Câmara de Salvador afirma que eleitorado da capital tem dado respostas claras nas urnas ao trabalho realizado nas últimas administrações
Coronel defende mudança e ironiza chapa do PT: “Deveriam renunciar coletivamente”
Senador baiano critica governo Jerônimo e diz que situação do PT na Bahia é insustentável
PF deflagra operação contra fraude eleitoral em Juazeiro
Investigação aponta compra de votos e uso de recursos públicos para favorecer candidatos nas eleições municipais
Flávio Bolsonaro entra na Justiça para obrigar o X a revelar dados pessoais de perfis que o criticaram
Senador alega campanha difamatória e caluniosa contra ele e pede informações de cinco contas específicas
Carregando..