Paulo Pimenta nega interferência de Janja no caso Robinho

O ministro da Secom disse que "mentira" foi divulgada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro
Por: Brado Jornal 02.abr.2024 às 17h31 - Atualizado: 02.abr.2024 às 17h33
Paulo Pimenta nega interferência de Janja no caso Robinho
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, disse que o ministro do Superior Tribunal de Justiça Francisco Falcão “desmentiu” que a primeira-dama Janja Lula da Silva tenha influenciado na prisão do ex-jogador Robinho.

“Segundo o ministro, a conversa nunca existiu e ele não conhece e nunca falou com ela. Aguardo os desmentidos e pedidos de desculpas de todos(as) que durante todo o dia de hoje de forma covarde divulgaram essa fake news”, declarou Pimenta em seu perfil no X (ex-Twitter).

A informação de que Janja teria “pressionado” o magistrado pela prisão do atleta foi publicada inicialmente pelo jornal O Globo.

O caso motivou uma notícia-crime, de autoria da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), enviada ao Ministério Público Federal. A congressista pede a investigação contra Janja pela suposta interferência.

Pimenta disse que a deputada acionou a Justiça para apurar uma “mentira” compartilhada pelo próprio grupo político dela.

Janja também se manifestou sobre a suposta interferência. Ela declarou que não “realizou qualquer ligação” e que não conhece o ministro.


CASO ROBINHO

Em 2017, Robinho foi condenado a 9 anos de prisão em regime fechado pelo crime de estupro pela Justiça da Itália. Investigações indicam que, em 2013, ele e 5 amigos teriam embriagado uma jovem albanesa de 23 anos em uma boate em Milão. A jovem teria sido estuprada coletivamente pelos 6.

O Tribunal de Apelação de Milão confirmou a condenação em 2020, mas como cabia recurso, Robinho permaneceu em liberdade e voltou ao Brasil. Em janeiro de 2022, a Corte de Cassação da Itália negou o recurso apresentado pela defesa e ele foi condenado a 9 anos de prisão. Por ser o órgão máximo da Justiça italiana, não há possibilidade de reverter a decisão.

Em 20 de março, o STJ decidiu pelo cumprimento imediato da sentença do ex-atleta no Brasil.

O ex-atleta preso em 21 de março pela PF (Polícia Federal) em Santos (SP). Cumpre pena na penitenciária de Tremembé, interior de São Paulo.



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