Compras de até US$ 50 pela internet começam a pagar 20% de tarifa

Medida inicia nesta quinta-feira (1º)
Por: Brado Jornal 01.ago.2024 às 11h07
Compras de até US$ 50 pela internet começam a pagar 20% de tarifa
Antônio Cruz/Agencia Brasil

A partir desta quinta-feira, 1º de agosto, as compras feitas por pessoas físicas pela internet com valores de até US$ 50 passarão a ter um Imposto de Importação de 20%, além do ICMS de 17% que já é cobrado pelos estados desde julho de 2023.

Embora algumas plataformas online, como AliExpress e Shopee, tenham começado a aplicar essa taxa no último sábado, a legislação oficial só permite a cobrança a partir de hoje.

Para as compras com valores entre US$ 50,01 e US$ 3 mil, a taxação será de 60%, com uma dedução fixa de US$ 20 no total do imposto.

O Imposto de Importação de 20% será calculado sobre o valor do produto, incluindo despesas de frete e seguro. O ICMS de 17% será aplicado após a soma do valor da compra com o Imposto de Importação.

A introdução da taxa de 20% foi inicialmente adiada para 1º de agosto pela Medida Provisória 1.236, que visou dar tempo para a Receita Federal montar o sistema de cobrança e definir as regulamentações necessárias.

A medida também esclareceu que a importação de medicamentos por pessoas físicas continuará isenta de qualquer taxação adicional.

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, explicou que a medida provisória confirma que a vigência da nova taxa começará em 1º de agosto, permitindo à Receita Federal e às plataformas de e-commerce se adaptarem à nova regulamentação.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, reforçou a importância de manter a isenção para medicamentos importados por pessoas físicas, atendendo a necessidades específicas de saúde.

Desde agosto do ano passado, compras de até US$ 50 em sites internacionais eram isentas de Imposto de Importação, desde que os sites estivessem cadastrados no Programa Remessa Conforme. No entanto, o ICMS de 17% já era aplicado.

A nova taxação federal de 20%, apoiada pelo Governo Lula, foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado no início do ano como uma emenda à lei que criou o Programa Mover, que incentiva a indústria automotiva.

O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, anunciou que a Receita ainda está avaliando o impacto da nova taxa sobre a arrecadação e que uma estimativa será divulgada na edição de setembro do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, que orienta a execução do Orçamento.



📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Lula pede quebra total de sigilo nas investigações do Master
Presidente classifica o caso como o maior crime financeiro do país, critica vazamentos seletivos na eleição e fala após o impasse sobre o comando da Polícia Federal
Dino reintegra Andrei Rodrigues e Leandro Almada na PF
Ministro do STF afirma que afastamento cabe somente ao plenário e anula ato de Mendonça referendado pela Segunda Turma
PF manda ouvir Galípolo, Campos Neto e André Esteves no caso Master
Intimações de 3 de agosto pedem depoimento como testemunhas sobre a fiscalização do banco de Daniel Vorcaro; defesa de Campos Neto diz que ainda não foi notificada
Fachin suspende afastamento e reintegração de Andrei Rodrigues na PF
Presidente do STF anula, por ora, a liminar de André Mendonça e a ordem de Flávio Dino para interromper a guerra de decisões sobre o comando da polícia
Delator do Master detalha remessas ao fundo do filme Dark Horse
Antonio Carlos Freixo Junior relata sete aportes de US$ 12,3 milhões no Havengate, a pedido de Daniel Vorcaro, e cita pagamentos pelas Bahamas
TSE valida candidatura de Renan Santos à Presidência após suspensão parcial da campanha
Chapa do Missão com Aroldo Medina entra no rol das 11 prévias já deferidas; ministro Dias Toffoli havia restringido propaganda digital, fundo eleitoral e debates
Carregando..