Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (12) pela Quaest revela que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrenta 57% de rejeição entre os eleitores brasileiros, caso pudesse disputar a eleição presidencial de 2026. O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 8.598 eleitores entre os dias 4 e 9 de dezembro. A margem de erro é de 1 ponto percentual e o nível de confiança é de 95%.
Atualmente inelegível até 2028, Bolsonaro não pode participar das próximas três eleições. Ainda assim, a pesquisa destaca que 37% dos entrevistados afirmaram que votariam nele, enquanto 6% declararam desconhecê-lo.
Michelle Bolsonaro como alternativa
Com Bolsonaro fora da disputa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro desponta como o nome mais competitivo contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o levantamento, 21% dos eleitores consideram Michelle a principal adversária do atual presidente.
Outros nomes também foram citados como opções de oposição: Pablo Marçal (PRTB), com 18%, Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, com 17%, Simone Tebet (MDB), ministra do governo Lula, com 10%, Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná, com 7%, Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, com 4%, e Ronaldo Caiado (União Brasil), governador de Goiás, com 3%. Outros 21% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.
Cenários de 2º turno
A pesquisa também simulou cenários de 2º turno envolvendo Bolsonaro. Contra Lula, o ex-presidente alcançaria 35% dos votos, enquanto o petista teria 51%. Já em uma disputa com Fernando Haddad (PT), Bolsonaro também ficaria com 35%, contra 42% do atual ministro da Fazenda. Em ambos os casos, os percentuais de indecisos e votos brancos ou nulos variaram entre 14% e 20%.
Fidelidade e arrependimento do eleitorado
Em relação às eleições de 2022, a fidelidade dos eleitores de Bolsonaro sofreu uma leve queda. Segundo o levantamento, 86% dos que votaram nele no 2º turno não se arrependem da escolha, uma redução em relação aos 93% registrados em 2023. Por outro lado, o número de arrependidos subiu de 6% para 11%, enquanto os que não souberam responder passaram de 1% para 3%.
O levantamento reforça os desafios do ex-presidente e de seu grupo político para manter a relevância no cenário eleitoral, diante de um eleitorado cada vez mais dividido e com novas lideranças em ascensão.
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