Marina Silva (Rede), ministra do Meio Ambiente, se posicionou contra a posse de Nicolás Maduro na presidência da Venezuela, ocorrida após eleições de julho de 2024 amplamente contestadas por suspeitas de fraude. Em postagens neste domingo (12), Marina destacou que o candidato de oposição, Edmundo González, obteve uma "maioria acachapante" de votos, mas foi impedido de assumir devido ao controle das instituições pelo regime chavista.
Maduro tomou posse para seu terceiro mandato consecutivo na sexta-feira (10), em uma cerimônia que contou com a presença de representantes do PT, MST e do governo brasileiro. A Justiça Eleitoral venezuelana, entretanto, não apresentou provas que confirmassem o resultado, alimentando críticas da comunidade internacional.
Segundo Marina, o poder de Maduro se sustenta no controle do Judiciário, Forças Armadas e movimentos políticos alinhados, o que impede a alternância democrática no país. "A luta da oposição venezuelana entrará para a história da resistência democrática contra os regimes autoritários", escreveu a ministra, citando os líderes oposicionistas Edmundo González e María Corina Machado.
Ela concluiu seu posicionamento com um apelo às democracias das Américas: “É essencial exigir o fim do desrespeito aos direitos humanos e às regras democráticas, garantindo a vontade soberana do povo venezuelano com eleições livres e transparentes.”
Apesar das críticas de aliados como Marina Silva, Randolfe Rodrigues (PT-AP), Helder Barbalho (MDB) e Geraldo Alckmin (PSB), o governo Lula tem adotado uma postura cautelosa. Embora não tenha reconhecido oficialmente a reeleição de Maduro, o Brasil cobrou formalmente a divulgação das atas eleitorais, que ainda não foram apresentadas por Caracas.
Lula, aliado histórico do regime chavista, evitou confrontos diretos com Maduro e reafirmou sua crença de que a democracia pode variar conforme contextos culturais e históricos, o que gerou reações controversas.
A posse de Maduro foi amplamente criticada por líderes internacionais e organizações de direitos humanos. As denúncias de fraude eleitoral colocam em xeque a legitimidade do regime venezuelano, aumentando a pressão por sanções e ações mais firmes contra o governo chavista.
Com figuras de peso dentro do governo brasileiro condenando a situação na Venezuela, o episódio reforça divisões internas no entorno de Lula sobre como lidar com regimes considerados autoritários na América Latina.
Deixe sua opinião!
Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.
Sem comentários
Seja o primeiro a comentar nesta matéria!
Carregando...