Jaques Wagner defende penas mais duras para financiadores do 8 de janeiro e descarta anistia

Líder do governo no Senado considera razoável modular sentenças, mas rejeita perdão aos envolvidos
Por: Brado Jornal 12.fev.2025 às 08h14
Jaques Wagner defende penas mais duras para financiadores do 8 de janeiro e descarta anistia
Antônio Cruz/Agência Brasil

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou ser contra a anistia dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Em entrevista ao Estadão/Broadcast, divulgada nesta terça-feira (11), o senador defendeu punições mais severas para aqueles que financiaram a manifestação às sedes dos Três Poderes.

“Anistiar é estimular outra vez. Sou contra e não sei se é fácil passar aqui. Está cada dia mais provado que havia um plano”, declarou. Apesar disso, Wagner considerou “razoável” a redução de penas para pessoas que tiveram participação secundária nos eventos. “Teve gente que veio na turba. A modulação das penas é pertinente, porque os inspiradores e financiadores é que deviam ter pena mais forte.”

A oposição pressiona pela aprovação do projeto de lei 2858/22, que busca conceder anistia aos envolvidos e pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), indiciado pela Polícia Federal por suposta tentativa de golpe de Estado. Wagner criticou a proposta, afirmando que “como está apertando, eles provavelmente querem salvar os financiadores e o próprio Bolsonaro, que estimulou [a tentativa de golpe]”.

O senador também comentou a possível alteração da Lei da Ficha Limpa, que poderia encurtar o prazo de inelegibilidade de Bolsonaro. Embora tenha reconhecido que a proposta tem mais chances de avançar do que o PL da anistia, minimizou seu impacto eleitoral. “Não tenho essa torcida obsessiva, de que ele tem que ficar interditado para não ser candidato. O presidente Lula tem a mesma chance de ganhar contra ele ou contra alguém endossado por ele.”

A declaração de Wagner ocorre um dia após o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, afirmar que a Justiça deveria soltar “inocentes” ou pessoas com participação mínima nos atos, como forma de pacificação. O tema segue em debate no Congresso, com resistência tanto da base governista quanto da oposição.



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