Tarcísio critica inelegibilidade de Bolsonaro e recebe resposta de Gleisi

Governador paulista questiona decisão da Justiça Eleitoral, e ministra rebate: "Bolsonaro tem medo da prisão"
Por: Brado Jornal 17.mar.2025 às 09h14
Tarcísio critica inelegibilidade de Bolsonaro e recebe resposta de Gleisi
Rovena Rosa/Agência Brasil

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), rebateu uma declaração do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), feita durante um ato no Rio de Janeiro neste domingo (16). Em resposta à fala do governador, que acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de "ter medo de perder eleição", Gleisi afirmou que, na verdade, quem teme é o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Não é Lula que tem medo de perder, governador Tarcísio. É Bolsonaro que tem medo da prisão", escreveu a ministra nas redes sociais.

Durante o evento, Tarcísio questionou a decisão da Justiça Eleitoral que tornou Bolsonaro inelegível até 2030. "Qual a razão para afastar Jair Messias Bolsonaro das urnas? É medo de perder eleição, porque sabem que vão perder", afirmou o governador.

O aliado do ex-presidente também defendeu a anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, classificando as penas como "desproporcionais". "Estamos aqui para lutar e mostrar que todos exigimos anistia para aqueles inocentes que receberam penas desarrazoadas. Quero ver quem vai ter coragem de se opor", declarou.

Tarcísio ainda fez um alerta sobre riscos à liberdade no país. "A liberdade é uma árvore que dá frutos, e no dia que essa árvore morrer, os frutos vão embora. Vai embora o investimento, a segurança jurídica, a prosperidade e a própria democracia", disse.

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação ao questionar o sistema eleitoral brasileiro em uma reunião com embaixadores em 2022. Ele também foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por supostamente utilizar as celebrações do 7 de Setembro do mesmo ano para fins eleitorais.

A decisão que o tornou inelegível foi um dos temas centrais do ato no Rio de Janeiro, que reuniu apoiadores de Bolsonaro e líderes políticos da direita brasileira.



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