PF responsabiliza X por falhas no bloqueio de perfis determinados por Moraes

Relatório aponta que rede social permitiu transmissões ao vivo e financiamento de comunicadores 'bolsonaristas'
Por: Brado Jornal 20.mar.2025 às 08h52
PF responsabiliza X por falhas no bloqueio de perfis determinados por Moraes
Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) responsabilizou a rede social X por falhas no cumprimento das ordens de bloqueio de perfis, determinadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em relatório enviado ao magistrado no âmbito das investigações sobre o descumprimento de decisões judiciais, a corporação aponta que a plataforma permitiu transmissões ao vivo a partir de contas bloqueadas e a divulgação de links que viabilizaram o financiamento de comunicadores alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como Allan dos Santos.

O documento, assinado pelo delegado Fabio Shor, analisa as justificativas apresentadas pelo X, empresa de Elon Musk, no âmbito de uma apuração concluída em setembro de 2024 sobre as falhas no bloqueio de perfis. Na investigação, a PF concluiu que a plataforma mentiu ao afirmar que as transmissões ao vivo teriam sido hospedadas em serviços externos, e não dentro do próprio X.

Para ilustrar a infração, a PF anexou imagens de uma live realizada por Allan dos Santos no perfil Terça Livre, em 8 de abril do ano passado. A transmissão, segundo o relatório, exibia um ícone de “AO VIVO” na foto de perfil, e o link gerado apontava para um endereço hospedado na própria rede social.

Além disso, a investigação revelou que o conteúdo continua acessível por meio de VPNs e que o mesmo método foi utilizado pelo jornalista Rodrigo Constantino, cujo perfil também foi bloqueado por decisão de Moraes. A PF destacou ainda que, em casos analisados, o X permitiu a divulgação de links de transmissões feitas em outras plataformas, como o YouTube, reforçando a tese de que a empresa descumpriu as ordens judiciais.

O relatório foi encaminhado a Moraes no dia 11 de março e pode embasar novas determinações contra a rede social, que já enfrenta restrições e medidas judiciais no Brasil.



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