Rui Costa ironiza relação de caciques do União Brasil com o "Rei do Lixo" e nega perseguição política

Ministro da Casa Civil rebate críticas e diz que operação Overclean atinge aliados de ACM Neto, investigados por contratos bilionários com empresário acusado de desvio de R$ 1,4 bilhão
Por: Brado Jornal 17.abr.2025 às 07h39
Rui Costa ironiza relação de caciques do União Brasil com o
Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Em meio à repercussão da operação Overclean, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, respondeu às acusações de perseguição ao União Brasil e ao grupo político liderado por seu adversário histórico, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto. Durante entrevista à rádio Bom Dia Feira, na quarta-feira (16), Rui ironizou a proximidade dos líderes do partido com o empresário Marcos Moura — apelidado de “Rei do Lixo” —, principal alvo da investigação da Polícia Federal.

A Overclean apura o desvio de cerca de R$ 1,4 bilhão em contratos fraudulentos, com foco especial em acordos firmados no âmbito do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), especialmente na Bahia. Entre os suspeitos, figuram aliados políticos de ACM Neto, também citado nas investigações.

"É descabido isso porque o que está acontecendo é que essa operação, a Overclean, envolve o ex-prefeito de Salvador e o atual prefeito. A imprensa tem divulgado matérias vastas sobre isso, envolvendo o Rei do Lixo e contratos bilionários", afirmou o ministro, alfinetando os rivais.

Rui ainda citou uma suposta atuação do empresário em negociações políticas fora do estado. “O Rei do Lixo está indo negociar a Secretaria de Educação em Minas Gerais, dizendo que, se não for atendido, vai ligar para o ex-prefeito de Salvador para reclamar”, ironizou.

O ministro negou qualquer envolvimento com os contratos investigados. “Fui eu que mandei o Rei negociar a secretaria? Fui eu que assinei o contrato bilionário com o Rei do Lixo? (…) Quem pariu Mateus que balance”, disparou Rui, fazendo referência ao popular ditado nordestino que responsabiliza quem criou o problema.

A operação Overclean, que já chegou à sua terceira fase, continua investigando o esquema de corrupção que pode ter movimentado cifras bilionárias em diversas frentes do poder público, com ramificações políticas e empresariais ainda em apuração.



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