“Não sobreviveria na prisão”, diz Zambelli

Zambelli defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), negando qualquer envolvimento dele no caso
Por: Brado Jornal 15.mai.2025 às 15h13
“Não sobreviveria na prisão”, diz Zambelli

Em pronunciamento à imprensa nesta quinta-feira (15), a deputada Carla Zambelli (PL-SP) rebateu a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que a condenou a dez anos de prisão por invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica. A Primeira Turma do STF também determinou a perda de seu mandato. Afirmando ser alvo de perseguição política, Zambelli negou as acusações e questionou a falta de provas contra ela, exigindo que a Câmara dos Deputados tenha a palavra final sobre o caso.

“Se a prisão for confirmada, vou me apresentar, mas não me vejo capaz de receber os cuidados necessários na cadeia”, declarou, citando problemas de saúde como depressão, síndrome de Ehlers-Danlos e síndrome da taquicardia postural ortostática. “Não sobreviveria na prisão”, enfatizou. Durante a fala, um assessor entregou-lhe uma caixa de medicamentos, que ela exibiu às câmeras.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Zambelli liderou, com o hacker Walter Delgatti Neto, um plano para invadir o sistema do CNJ e emitir alvarás de soltura falsos, com o intuito de desestabilizar o Judiciário. Delgatti também foi condenado. A deputada refutou as alegações, chamando-as de “sem sentido”. “Seria burrice arriscar meu mandato por algo assim”, disse, acusando Delgatti de mudar constantemente sua versão dos fatos. “A própria Polícia Federal o considera um mitômano. Ele fala em emprego, dinheiro, vaidade, mas nada se sustenta”, afirmou.

Zambelli defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), negando qualquer envolvimento dele no caso. “Bolsonaro não tem relação com isso, assim como eu não tenho”, declarou. Apesar de já ter expressado à Folha sentirse abandonada por ele, a deputada amenizou: “Não me sinto abandonada, pois não esperava acolhimento nessa situação”. Ela confirmou contatos com a família Bolsonaro, mas disse não ter falado diretamente com o ex-presidente desde a condenação.

A pena só será aplicada após o trânsito em julgado, e Zambelli ainda pode recorrer da decisão no STF.



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