Mulher que gritou “Lula ladrão” será investigada por ordem de Lewandowski

Ministro da Justiça solicita à Polícia Federal apuração de possível crime contra a honra do presidente Lula
Por: Brado Jornal 05.jun.2025 às 07h44
Mulher que gritou “Lula ladrão” será investigada por ordem de Lewandowski
Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, determinou que a Polícia Federal (PF) inicie uma investigação contra uma mulher que, no dia 8 de abril, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “ladrão” em frente à sua residência no bairro Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. O caso está sendo tratado como possível crime contra a honra.

De acordo com informações do portal Metrópoles, a mulher passou de carro pela casa de Lula utilizando um megafone para proferir o insulto. Agentes de segurança presentes no local, que faziam a escolta do presidente, anotaram a placa do veículo e, posteriormente, visitaram a residência da autora do ato para colher seu depoimento. Ela afirmou ter agido por impulso, conforme relatado ao portal.

O que são crimes contra a honra?

No Código Penal Brasileiro, os crimes contra a honra englobam calúnia, difamação e injúria, que atentam contra a dignidade ou a reputação de uma pessoa. A calúnia ocorre ao imputar falsamente um crime a alguém, como acusar de roubo ou corrupção sem provas. A difamação envolve atribuir fatos desonrosos, mesmo que verdadeiros, enquanto a injúria se caracteriza por ofensas diretas, como insultos ou xingamentos.

Para cidadãos comuns, as penas variam de 3 meses a 1 ano de detenção, além de multa. Quando a ofensa é dirigida a autoridades como o presidente da República, a punição pode chegar a 1 a 4 anos de reclusão, refletindo a gravidade do ato.

Contexto da investigação

A ordem de Lewandowski para a PF apurar o incidente reforça a atenção do governo a episódios que possam configurar ataques à honra do presidente. A investigação buscará esclarecer se a conduta da mulher se enquadra nos crimes previstos no Código Penal, com base nas circunstâncias do ocorrido e no depoimento prestado. O caso reacende o debate sobre os limites da liberdade de expressão e a proteção jurídica de figuras públicas no Brasil.




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