Capitão Alden critica gestão de Bolsonaro em entrevista: "eu não faria isso"

Alden criticou a liberação de emendas parlamentares para partidos como PCdoB e PT, algo que ele não faria se estivesse no lugar de Bolsonaro.
Por: Brado Jornal 01.ago.2025 às 15h47
Capitão Alden critica gestão de Bolsonaro em entrevista:

Em entrevista ao podcast André Talks, o deputado federal Capitão Alden (PL-BA) fez duras críticas à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, período em que atuava como deputado estadual na Bahia. Alden apontou falhas na articulação política, na comunicação e na distribuição de recursos, além de destacar a desorganização entre parlamentares de direita e a influência de partidos de esquerda e do Centrão em autarquias federais no estado.

Alden criticou a liberação de emendas parlamentares para partidos como PCdoB e PT, algo que ele não faria se estivesse no lugar de Bolsonaro. “Liberou recursos para todos os fatos. Se você pegar época de Bolsonaro, os partidos que mais receberam emendas foi PCdoB, PT, todo mundo, todo mês que recebeu emendas. Eu, no lugar dele, não faria isso. Seria da lenha de Bukele”, disparou, referindo-se ao presidente de El Salvador, Nayib Bukele, e sugerindo que a estratégia adotada comprometeu o governo.

O deputado também lamentou a falta de articulação política entre aliados de direita, criticando a ausência de uma estrutura para apoiar deputados alinhados ao presidente. “Não tinha comunicação, não tinha protocolo, não tinha alguém que dissesse lá em Brasília, ‘veta quem são os deputados que verdadeiramente defende o presidente’”, afirmou Alden, relatando que, como deputado estadual, precisava “dar cotoveladas” para se aproximar do governo.

Outro ponto levantado foi o domínio de partidos de esquerda e do Centrão em autarquias federais na Bahia, como o INSS, que, segundo Alden, estava “na mão do PCdoB”, e a CODEVASF, controlada por adversários políticos. “Imagine se eu tivesse uma estrutura de uma CODEVASF da vida pra chegar na comunidade, na zona rural, levar ação de Bolsonaro”, refletiu, apontando a limitação na capilaridade do governo no estado.

Alden criticou ainda a falta de investimento em comunicação e estratégia política, sugerindo que a presença de pessoas técnicas, mas sem visão estratégica, prejudicou Bolsonaro. Ele defendeu que oficiais com maior habilidade de articulação, como capitães da PM ou do Corpo de Bombeiros, poderiam ter melhorado a gestão. “Faltou planejamento, faltou ele ter pessoas ao seu lado que pensasse estrategicamente Brasil, que pensasse estrategicamente política”, concluiu.

Apesar das críticas, Alden reconheceu ações como a entrega de títulos de terra a assentados e quilombolas pelo INCRA, mas reforçou que a estrutura das autarquias era dominada por adversários. Ele mencionou sua participação na CPI do MST, destacando seu engajamento em pautas conservadoras.



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