Deputada brasileira é detida por forças israelenses em missão humanitária

Conflito em Gaza leva a apreensão de navio com ativistas; autoridades do Brasil cobram liberação imediata
Por: Brado Jornal 02.out.2025 às 10h43
Deputada brasileira é detida por forças israelenses em missão humanitária
Reprodução
Autoridades israelenses detiveram, nesta quarta-feira (1º de outubro de 2025), um grupo de ativistas a bordo da Flotilha Global Sumud, que transportava suprimentos de alimentos e remédios com destino à Faixa de Gaza. De acordo com a Marinha do país, a embarcação ignorou ordens para alterar o curso e tentou violar o bloqueio naval imposto ao território palestino, como relatado pelo jornal Times of Israel.

A bordo do navio estavam figuras como a parlamentar Luizianne Lins (PT-CE), o militante brasileiro Thiago Ávila e a ativista climática Greta Thunberg. A assessoria da deputada divulgou em sua conta no X (antigo Twitter) que as tropas israelenses realizaram um "sequestro" da deputada de forma "ilegal e autoritária". No próprio vídeo postado por ela, Luizianne alertou: “se a gravação estiver circulando, é porque fui sequestrada pelas forças de ocupação israelenses”.

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores de Israel emitiu comunicado na rede social afirmando que "vários navios da flotilha Hamas-Sumud já foram detidos em segurança e seus passageiros estão sendo transferidos para um porto israelense", e que Greta Thunberg e seus companheiros "estão seguros e saudáveis".

Diante da situação, o líder da bancada petista na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), protocolou ofícios urgentes ao assessor presidencial Celso Amorim e ao chanceler Mauro Vieira, solicitando "imediata atuação" para proteger os cidadãos brasileiros envolvidos. O Itamaraty reagiu com uma nota oficial, expressando "preocupação" com a interceptação e enfatizando o caráter pacífico da iniciativa.

O texto do governo brasileiro repudia a "ação militar" israelense, vista como violação de direitos e ameaça à segurança dos participantes, e declara: “No contexto dessa operação militar condenável, passa a ser de responsabilidade de Israel a segurança das pessoas detidas”. A nota reforça a demanda pelo fim das barreiras à assistência humanitária em Gaza, alinhada ao direito internacional, e menciona que a Embaixada brasileira em Tel Aviv está oferecendo "a assistência consular cabível aos nacionais, conforme estabelece a Convenção de Viena sobre Relações Consulares".


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