Haddad planeja debates sobre tarifas em agenda nos EUA

Encontro no G20 abre espaço para negociações bilaterais com americanos
Por: Brado Jornal 03.out.2025 às 11h16 - Atualizado: 03.out.2025 às 11h18
Haddad planeja debates sobre tarifas em agenda nos EUA
© Lula Marques/Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta quinta-feira (2 de outubro de 2025) que embarcará para Washington em outubro, onde pretende abordar temas comerciais, com foco em tarifas impostas pelos Estados Unidos, durante reuniões bilaterais e o encontro do G20. A confirmação veio em breve conversa com jornalistas, sem detalhes sobre o dia exato da viagem ou os tipos específicos de sobretaxas em pauta, como as de 50% aplicadas recentemente a produtos brasileiros em retaliação a decisões judiciais no STF.“Eu vou para Washington participar de uns encontros lá e tem o G20 (Grupo dos Vinte). Vai ser uma oportunidade de conversar”, afirmou Haddad, destacando o potencial da agenda para retomar diálogos institucionais e separar política de economia.

A renovação de seu visto americano, aprovada em 8 de setembro após expiração em maio e solicitação em agosto, facilita a ida. No entanto, o shutdown parcial do governo dos EUA pode complicar os contatos, adiando ligações ou audiências presenciais. Paralelamente, o Planalto avança em tratativas para um encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, sem cronograma definido, o que Haddad mencionou como parte de esforços mais amplos para reverter sanções, incluindo as contra o ministro Alexandre de Moraes sob a Lei Magnitsky e restrições a vistos de autoridades brasileiras.

Haddad enfatizou que sua ausência de Brasília nos próximos dias, somada ao impasse nos EUA, demandará paciência nas negociações. Especialistas veem na cúpula do G20, presidida pelo Brasil em 2024 mas com eventos contínuos, uma janela para acordos que beneficiem o comércio bilateral, especialmente após declarações de porta-vozes americanos, como Amanda Robertson, de que Trump está aberto a barganhas para equilibrar interesses empresariais. O governo Lula prioriza a reversão dessas medidas punitivas, argumentando pela necessidade de diálogo para estabilizar fluxos econômicos afetados pelo tarifaço, que Haddad já classificou como algo que “tem de acabar”.


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