Direção do centrão e do PL desaconselha Flávio Bolsonaro a disputar Presidência em 2026

O resultado, avaliam, seria derrota quase certa contra Lula e risco de contaminar a eleição de deputados e senadores de direita em estados onde o PT mantém força expressiva.
Por: Brado Jornal 10.dez.2025 às 14h53
Direção do centrão e do PL desaconselha Flávio Bolsonaro a disputar Presidência em 2026

Lideranças nacionais do PL, PP, União Brasil e Republicanos comunicaram ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em reunião reservada realizada na segunda-feira (9), que sua candidatura à Presidência da República seria eleitoralmente inviável, sobretudo nas regiões Nordeste e parte do Norte, onde o sobrenome Bolsonaro carrega rejeição elevada.


Segundo participantes do encontro – que reuniu Valdemar Costa Neto (presidente do PL), Ciro Nogueira (PP), Antônio Rueda (União Brasil) e o senador Rogério Marinho (PL-RN) –, Flávio herdaria o peso negativo do pai sem contar com o mesmo apelo popular de Jair Bolsonaro. O resultado, avaliam, seria derrota quase certa contra Lula e risco de contaminar a eleição de deputados e senadores de direita em estados onde o PT mantém força expressiva.


A avaliação é que o nome Bolsonaro ainda funciona bem em redutos como Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná, mas se torna “tóxico” em boa parte do Nordeste e em alguns estados do Norte. 


- Ciro Nogueira, piauiense, quer desempenho forte no Piauí;

- Rogério Marinho precisa garantir reeleição no Rio Grande do Norte;

- O União Brasil tem interesse em crescer no Amapá (base de Davi Alcolumbre) e em outros estados da região.


Por isso, o nome que reúne consenso entre os dirigentes é o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ele é visto como o único capaz de manter a ligação com o eleitorado bolsonarista sem carregar a alta rejeição da família Bolsonaro.


Durante a conversa, Flávio demonstrou ansiedade, interrompeu várias vezes os interlocutores e insistiu que possui pesquisas internas mostrando viabilidade de sua candidatura e possibilidade real de vencer Lula em 2026.


Aliados presentes relatam que o senador, em conjunto com os irmãos Eduardo e Carlos, convenceu Jair Bolsonaro de que o melhor para a família é lançar um candidato com o sobrenome, mesmo que isso signifique preservar o legado de votos dentro do núcleo familiar – ainda que à custa de uma provável derrota nacional.



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