Ministro do STF esclarece encontros com dirigentes bancários sobre impactos da Lei Magnitsky

Encontros envolveram presidente do Banco Central e executivos de grandes instituições financeiras
Por: Brado Jornal 23.dez.2025 às 10h46
Ministro do STF esclarece encontros com dirigentes bancários sobre impactos da Lei Magnitsky
Rosinei Coutinho/STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou uma nota oficial nesta terça-feira (23) para explicar que seus contatos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e outros líderes do setor financeiro trataram exclusivamente das repercussões da aplicação da Lei Magnitsky contra ele pelos Estados Unidos.

De acordo com o ministro, ele realizou reuniões individuais com a presidente do Banco do Brasil e o vice-presidente jurídico do Banco Itaú, além de um encontro coletivo com presidentes da Confederação Nacional das Instituições Financeiras, da Febraban, do BTG e vice-presidentes do Santander e do Itaú.

"Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito", afirmou.Leia a nota de Moraes na íntegra:"O Ministro Alexandre de Moraes esclarece que, em virtude da aplicação da Lei Magnistiky, recebeu para reuniões o presidente do Banco Central, a presidente do Banco do Brasil, o Presidente e o vice-presidente Jurídico do Banco Itaú. Além disso, participou de reunião conjunta com os Presidentes da Confederação Nacional das Instituições Financeira, da FEBRABAN, do BTG e os vice-presidentes do Santander e Itaú. Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito."

A declaração surge após reportagem do jornal O Globo, confirmada pela CNN Brasil, alegar que Moraes teria contatado Galípolo em pelo menos quatro ocasiões para defender interesses do Banco Master junto ao Banco Central. O ministro não menciona o banco em sua nota.

O Banco Master teve a aquisição pelo BRB vetada pelo Banco Central em setembro, por falta de documentos que comprovassem viabilidade econômico-financeira. Em novembro, o controlador da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal em operação que apura fraudes no sistema financeiro, incluindo repasses falsos de cerca de R$ 12,2 bilhões. Posteriormente, o banco entrou em liquidação extrajudicial.

O escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, mantinha contrato com o Banco Master no valor total de R$ 129 milhões, com parcelas mensais de R$ 3,6 milhões previstas entre 2024 e 2027. O acordo previa defesa de interesses da instituição junto ao Banco Central, Receita Federal e Congresso Nacional.

Na segunda-feira (22), parlamentares da oposição anunciaram intenção de protocolar novo pedido de impeachment contra Moraes e articular uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as relações do ministro com o banco. Algumas fontes indicam que Galípolo nega qualquer pressão e afirma que decisões do Banco Central seguiram critérios técnicos.


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