A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarou que a saúde e a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro estão agora nas mãos da Procuradoria-Geral da República (PGR), após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negar inicialmente a transferência dele para um hospital e encaminhar um novo pedido da defesa para manifestação da procuradoria.
Bolsonaro, preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília desde novembro de 2025, cumprindo pena por tentativa de golpe de Estado e outros crimes, sofreu uma queda na cela entre a noite de 5 de janeiro e a madrugada de 6 de janeiro de 2026. Segundo relatos, ele passou mal enquanto dormia, possivelmente devido a uma crise, caiu da cama e bateu a cabeça em um móvel, resultando em traumatismo craniano leve.
Michelle, que passou o dia na sede da PF acompanhada de médicos particulares, manifestou preocupação com a negligência no atendimento. “Estamos solicitando o relatório para saber que horário foi aberto o quarto dele”, disse ela, ao explicar que a família não sabia do traumatismo craniano leve sofrido pelo ex-mandatário nem por quanto tempo ele ficou desacordado.
“A gente não sabe o que está acontecendo. A PF não tem autonomia para tirar uma pessoa que sofreu um acidente. Estamos esperando o excelentíssimo ministro Alexandre de Moraes liberar”, declarou a ex-primeira-dama.
“A saúde e a vida do meu marido agora está nas mãos do PGR”, afirmou Michelle, referindo-se à determinação de Moraes de ouvir a PGR antes de autorizar exames como ressonância magnética, tomografia e eletroencefalograma.
A PF informou que o médico da corporação constatou ferimentos leves, sem necessidade de encaminhamento hospitalar imediato, recomendando apenas observação. “O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”, disse a nota oficial. “Dessa maneira, não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal”, justificou Moraes em sua decisão inicial.
A equipe médica particular que avaliou Bolsonaro relatou que ele estava “consciente e orientado”, sem sinais de danos neurológicos evidentes, mas identificou “lesão superficial cortante” no rosto e no dedão do pé esquerdo, com presença de sangue. Os profissionais destacaram a necessidade de exames para compreender a causa da queda. “Quando temos sinal inespecífico, muitas doenças podem puxar o problema. Com os exames podemos agir, mas estamos limitados e inseguros”, explicou um dos médicos, que visitou o ex-presidente várias vezes e notou vermelhidão na testa.
Um hospital já está preparado para receber Bolsonaro assim que houver autorização judicial. A defesa insiste na realização urgente de imagens para descartar complicações.
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