A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro manifestou apoio explícito à Caminhada pela Liberdade e Justiça organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que culminou em ato em Brasília neste domingo (25 de janeiro de 2026). Em vídeo gravado durante o evento, Michelle dirigiu-se diretamente aos participantes com palavras de incentivo e orientação.
“Quero agradecer o apoio de vocês. É um evento pacífico, ordeiro, conduzido por Deus. Por favor, sigam as orientações do nosso líder, Nikolas Ferreira. Quando chegarem ali, depois cada um para sua casa. Nós estamos aqui lutando pela libertação da nossa nação”, declarou Michelle, chamando Nikolas de “nosso líder” em tom de liderança no contexto do ato.
A declaração ganhou repercussão imediata nas redes sociais e em círculos políticos da direita, sendo interpretada por observadores como um gesto de fortalecimento da imagem de Nikolas Ferreira como figura emergente no bolsonarismo. A caminhada, que percorreu cerca de 240 km ao longo de dias, teve como bandeiras principais a defesa da liberdade, justiça e anistia a presos do 8 de janeiro, além de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo informações de bastidores circulando em grupos políticos e perfis alinhados à direita, a fala de Michelle teria gerado desconforto no entorno da família Bolsonaro, especialmente entre os filhos do ex-presidente.
A liderança de Nikolas na direita jovem e evangélica sempre representou um desafio latente para os filhos de Bolsonaro, especialmente Eduardo, que por anos se posicionou como principal herdeiro político do pai. Michelle Bolsonaro não mantém relações próximas ou harmônicas com nenhum dos filhos do ex-presidente, o que amplifica as interpretações de que seu apoio público a Nikolas pode ser um endosso indireto a novas lideranças.
Recentemente, Michelle também chamou atenção ao curtir uma postagem da esposa do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Cristiane Freitas. Na publicação, há menção de que “o Brasil precisa de um CEO”, interpretada por muitos como clara alusão a Tarcísio como perfil ideal de gestor e possível candidato à Presidência em 2026 — e não Flávio Bolsonaro, que enfrenta altas taxas de rejeição nas pesquisas internas da direita.
Fontes próximas ao meio evangélico indicam que Michelle age em sintonia com o pastor Silas Malafaia, influente líder religioso que publicamente critica a ideia de Flávio como candidato. Malafaia já afirmou que Flávio “não empolgou a direita”, “não tem musculatura política” e representa “amadorismo”, defendendo abertamente uma chapa encabeçada por Tarcísio de Freitas como opção mais competitiva contra Lula em 2026. Flávio Bolsonaro é visto como campeão de rejeição entre os nomes da direita, sem gerar animação ou mobilização suficiente no eleitorado bolsonarista.
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