Flávio Bolsonaro acusa Lula de antissemitismo durante visita a Israel

Senador afirma que presidente brasileiro adota postura hostil contra Israel e judeus, citando declarações polêmicas e alinhamento com regimes que ameaçam o Estado judeu
Por: Brado Jornal 27.jan.2026 às 16h24
Flávio Bolsonaro acusa Lula de antissemitismo durante visita a Israel
Reprodução
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como antissemita em declarações feitas durante agenda oficial em Israel, nesta terça-feira (27 de janeiro de 2026).

Em entrevista concedida à imprensa local e repercutida por veículos brasileiros, o parlamentar destacou que o governo brasileiro tem adotado uma série de posicionamentos que demonstram hostilidade ao Estado de Israel e à comunidade judaica. Ele citou como exemplos as críticas recorrentes de Lula ao governo israelense, o apoio a narrativas palestinas em fóruns internacionais e o que chamou de “silêncio conveniente” diante de ataques promovidos por grupos como o Hamas.

Flávio enfatizou que o presidente brasileiro equiparou ações de Israel em Gaza ao Holocausto, comparação feita por Lula em fevereiro de 2024 que gerou forte reação do governo israelense e levou à declaração de Lula como persona non grata em Israel. Para o senador, essas falas não são isoladas, mas parte de um padrão de comportamento que revela preconceito contra judeus e alinhamento ideológico com regimes e organizações que pregam a destruição do Estado judeu.

O parlamentar reforçou que o antissemitismo não se limita a atos explícitos de violência, mas inclui discursos que desumanizam ou demonizam o povo judeu e Israel. Ele defendeu que o Brasil, sob a atual gestão, abandonou a tradição de neutralidade e equilíbrio na política externa para adotar uma linha ideológica que prejudica as relações bilaterais e ignora o direito de Israel à autodefesa.

A fala de Flávio Bolsonaro ocorre em meio à sua participação em eventos de comemoração do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, em Jerusalém, onde se reuniu com autoridades israelenses e visitou o Museu do Holocausto (Yad Vashem). O senador aproveitou a ocasião para reforçar o apoio incondicional do bolsonarismo ao Estado de Israel e criticar o que considera uma guinada perigosa na diplomacia brasileira.


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