Girão pede ao MP do Paraná investigação de mini cassino em resort ligado à família de Toffoli

Senador Eduardo Girão solicita apuração sobre suposto funcionamento irregular de jogos de azar, incluindo caça-níqueis e mesas de Black Jack, no Resort Tayayá, com indícios de acesso irrestrito e possível violação da lei
Por: Brado Jornal 27.jan.2026 às 08h31
Girão pede ao MP do Paraná investigação de mini cassino em resort ligado à família de Toffoli
Foto: Agência Diário
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) formalizou representação junto ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) solicitando apuração sobre o suposto funcionamento irregular de um espaço de jogos de azar no Resort Tayayá, empreendimento que reportagens associam a parentes do ministro do STF Dias Toffoli.

No documento protocolado nesta segunda-feira (26 de janeiro de 2026), o parlamentar classifica o local como um “mini cassino” e aponta indícios de exploração ilícita de apostas, incluindo máquinas caça-níqueis (ou videoloterias), mesas de Black Jack com dealers profissionais e ambiente estruturado para jogos contínuos.
Girão baseia o pedido em matérias jornalísticas que descrevem a presença dessas atividades, além de imagens que sugerem falta de controle de acesso, permitindo a entrada e permanência de menores no espaço de apostas.

Embora o senador mencione a suposta proximidade familiar com Toffoli, ele esclarece que o foco da representação é estritamente a legalidade da operação dos jogos e a eventual violação ao ordenamento jurídico brasileiro, que proíbe cassinos e jogos de azar em grande parte do território nacional (com exceções reguladas por lei federal recente). “A presente representação possui objeto claramente delimitado: a persecução penal e a apuração da legalidade da exploração”, afirma Girão no texto.

O pedido ocorre em meio a pressões oposicionistas contra o ministro, que já enfrenta representações por suposto conflito de interesses no caso Banco Master e pedidos de afastamento ou impeachment. Girão é autor de uma dessas iniciativas na PGR, ainda sem resposta.

Em nota, a administração do resort rebateu as acusações, afirmando que o empreendimento opera no modelo de multipropriedade com mais de 1.500 condôminos e que as atividades oferecidas se enquadram como entretenimento permitido pela legislação local, negando qualquer irregularidade ou ligação exclusiva com um único proprietário. 


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