O prefeito de Salvador, Bruno Reis, do União Brasil, declarou nesta segunda-feira que o senador Ângelo Coronel sofreu uma traição clara por parte do PT ao ser excluído da chapa majoritária para as próximas eleições na Bahia. Segundo ele, o parlamentar foi informado pela imprensa de que não disputaria a reeleição ao Senado, abrindo espaço para que dois ex-governadores petistas, Jaques Wagner e Rui Costa, ocupassem as vagas ao lado do candidato ao governo, Jerônimo Rodrigues.
Bruno Reis lembrou que situações parecidas já ocorreram com outros nomes que apoiaram o PT ao longo dos quase 20 anos de gestões petistas no estado. Ele mencionou Lídice da Mata, João Leão e Walter Pinheiro como exemplos de aliados que perderam a chance de reeleição ou de cargos relevantes para dar lugar a indicações do partido.
O prefeito descreveu o comportamento do PT como um ciclo recorrente: o partido aproveita ao máximo o apoio dos parceiros, mantém uma proximidade intensa e, depois de extrair o que precisa, os abandona sem hesitação. Ele usou a expressão de que o PT suga os aliados, dá um abraço forte e em seguida os descarta, reforçando que Coronel se tornou mais uma vítima desse padrão.
Reis destacou que o senador ficou sabendo da decisão pela mídia, assim como aconteceu com outros no passado. Recentemente, Rui Costa já anunciava em eventos no interior sua pré-candidatura ao Senado, enquanto Jaques Wagner também era apresentado como parte da composição majoritária, consolidando uma chapa totalmente formada por petistas.
O gestor municipal afirmou ter uma amizade de longa data com Ângelo Coronel, superior a 20 anos, com contatos frequentes entre os dois. Ele explicou que as conversas mais concretas sobre o futuro político do senador devem começar nos próximos dias, agora que o cenário do governo estadual ficou definido.
Bruno Reis adiantou que o diálogo vai tratar do momento adequado, da estratégia e da legenda dentro da base aliada que melhor receberia Coronel. Vários partidos do grupo oposicionista manifestaram interesse em abrir espaço para o senador, principalmente caso ele opte por manter a candidatura ao Senado pela oposição.
O prefeito sinalizou que a saída de Coronel do PT representa uma oportunidade para fortalecer o campo contrário ao projeto petista na Bahia nas eleições de 2026.
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