Fraga defende salários de até R$ 77 mil para servidores da Câmara e diz que medida “ajuda em alguma coisa”

Deputado relator afirma que reajuste e benefícios extras evitam criação de “castas” e melhoram serviço público; proposta aprovada na Câmara inclui licença compensatória e pode romper teto constitucional
Por: Brado Jornal 04.fev.2026 às 08h42 - Atualizado: 04.fev.2026 às 09h22
Fraga defende salários de até R$ 77 mil para servidores da Câmara e diz que medida “ajuda em alguma coisa”
Bruno Spada / Câmara dos Deputados
O deputado Alberto Fraga (PL-DF), relator do projeto de resolução que concede reajuste salarial e novas vantagens aos servidores da Câmara dos Deputados, defendeu publicamente os valores propostos, que podem chegar a remunerações de até R$ 77 mil mensais para certas funções de alto escalão.

Em entrevista concedida após a aprovação simbólica do texto na terça-feira (3 de fevereiro de 2026), Fraga argumentou que o pacote, que inclui aumentos progressivos entre 2026 e 2029, reestruturação de gratificações e criação da licença compensatória, é necessário para valorizar o funcionalismo e evitar desigualdades internas. “Ajuda em alguma coisa, sim. Evita que se criem castas aqui dentro. Todas as categorias estão recebendo tratamento igual”, declarou o parlamentar.

A proposta da Mesa Diretora, aprovada em regime de urgência logo no retorno dos trabalhos legislativos, prevê:
Reajustes diferenciados: 8% para secretários parlamentares, 9,25% para servidores efetivos e de carreira, e média de 8,63% para cargos em comissão;
Licença compensatória para funções FC-4 ou superior, permitindo até 1 dia de folga a cada 3 dias trabalhados (limite de 10 dias por mês);
Possibilidade de ultrapassar o teto constitucional atual (R$ 46.366,19) em alguns casos, sem limitação explícita.Fraga enfatizou que a medida promove equidade entre as carreiras da Casa e melhora a qualidade do serviço prestado à população, contrapondo críticas de inchaço ou privilégios. O texto agora segue para análise no Senado Federal, onde deve tramitar em paralelo ao projeto similar já aprovado para os servidores do Senado.

A aprovação ocorreu sem resistência significativa, graças a acordo entre líderes partidários de diferentes espectros, e reflete o consenso em torno de ajustes remuneratórios no Legislativo federal em 2026. O impacto financeiro total ainda não foi detalhado oficialmente, mas estimativas apontam para bilhões de reais em despesas adicionais ao longo da década. 


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