O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) criticou duramente, nesta terça-feira (3 de fevereiro de 2026), a aprovação pela Câmara dos Deputados de reajuste salarial e reestruturação de carreira para servidores da Casa Legislativa, classificando a medida como prioridade equivocada logo no retorno dos trabalhos após o recesso.
Em discurso no plenário, Kataguiri afirmou que a primeira pauta votada em 2026 beneficia servidores já entre os mais bem remunerados do funcionalismo federal, ampliando desigualdades salariais e desrespeitando o contribuinte, especialmente a população de menor renda. Ele destacou que o pacote pode gerar impacto superior a R$ 1 bilhão nos cofres públicos e abre brecha para remunerações acima do teto constitucional (atualmente R$ 46.366,19), chegando a cerca de R$ 77 mil em funções de alto escalão com penduricalhos como gratificações e nova licença compensatória.
O parlamentar apresentou requerimento para votação nominal, rejeitado pela maioria, e lamentou a união de parlamentares de diferentes espectros ideológicos em torno da aprovação simbólica. “Em vez de enfrentar supersalários de juízes e promotores, vamos instituir supersalários para servidores do Legislativo”, declarou Kataguiri, que registrou voto contrário e defendeu maior transparência e foco em reformas administrativas amplas para reduzir privilégios.
A proposta aprovada inclui reajustes progressivos (média de 8,63% a 9,25% dependendo da categoria), reestruturação de gratificações e criação de licença compensatória (até 1 dia de folga a cada 3 dias trabalhados para certos cargos), permitindo que alguns salários ultrapassem o limite constitucional sem restrições explícitas em casos específicos. O texto segue para análise no Senado Federal (no caso da Câmara) ou sanção presidencial (para o do Senado, já aprovado na Casa vizinha).
Kataguiri reforçou que a medida não valoriza quem ganha pouco, mas concede vantagens à “casta” de servidores bem pagos, em detrimento de prioridades como redução de desigualdades e controle de gastos públicos. O deputado manteve posicionamento consistente contra o que chama de “supersalários” no serviço público, alinhado a suas críticas recorrentes a privilégios no Judiciário e Legislativo.
📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO e receba os principais destaques do dia em primeira mão
Deixe sua opinião!
Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.
Sem comentários
Seja o primeiro a comentar nesta matéria!
Carregando...