O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, em entrevista concedida nesta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, ao portal UOL, que seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, enfrentará as consequências legais caso seja comprovado qualquer envolvimento no esquema de irregularidades no INSS.
Segundo o presidente, assim que surgiram as primeiras reportagens apontando possível participação do filho no caso, ele o chamou imediatamente para uma conversa franca. Lula contou que olhou nos olhos de Lulinha e disse: se houver qualquer irregularidade da sua parte, você vai responder por isso, porque ninguém está acima da lei; se não houver nada, então se defenda com todas as forças.
Ele enfatizou que a legislação deve ser aplicada de forma igualitária, sem exceções, independentemente de quem seja a pessoa envolvida. “A lei é para todos”, reforçou o petista durante a entrevista.
Lula atribuiu a descoberta do suposto esquema de desvios em pagamentos de aposentadorias e pensões à atuação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União durante seu governo atual. De acordo com o presidente, foi por meio dessas instituições que se identificou a existência de uma organização criminosa montada ainda no período do governo anterior, de Jair Bolsonaro, há alguns anos.
O chefe do Executivo não detalhou valores ou relações específicas mencionadas em reportagens, mas insistiu que o caso será investigado com rigor e que qualquer um que tenha cometido irregularidades responderá perante a Justiça, sem privilégios ou proteções.
A declaração ocorre em meio a notícias que relacionam Lulinha a recebimentos financeiros e contatos próximos com figuras ligadas ao esquema, mas o presidente limitou-se a afirmar que cobrou a verdade diretamente do filho e que aguarda os desdobramentos das apurações em curso.
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