Demissão na Alerj atinge presidente de escola que homenageará Lula

Wallace Palhares perde cargo de assistente após anúncio de enredo sobre o presidente petista no Carnaval de 2026
Por: Brado Jornal 06.fev.2026 às 08h16
Demissão na Alerj atinge presidente de escola que homenageará Lula
Reprodução / Instagram
Wallace Palhares, presidente da escola de samba Acadêmicos de Niterói, foi exonerado do cargo de assistente que ocupava na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). A decisão, assinada pelo deputado Guilherme Delaroli (PL), 1º vice-presidente em exercício da Casa, foi publicada no Diário Oficial Legislativo nesta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026.

A agremiação, que estreia no Grupo Especial do Carnaval carioca, abrirá os desfiles da primeira noite na Marquês de Sapucaí no dia 15 de fevereiro, com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, uma homenagem ao presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O samba-enredo aborda a trajetória do petista.

Palhares atuava como assistente desde 2025, lotado na Comissão de Transportes, vinculada ao gabinete do deputado Dionísio Lins (PL), vice-líder do governo Cláudio Castro (PL) na Alerj. Seu salário em janeiro chegou a R$ 7.961,34 (incluindo benefícios), valor bem superior ao registrado em meses anteriores.

A assessoria de Delaroli explicou que a exoneração integra o processo natural de transição na presidência da Assembleia, visando melhorar a gestão e os serviços oferecidos à população fluminense. Não foi citada ligação direta com o enredo da escola ou a homenagem a Lula.

O caso ocorre em meio a polêmica sobre repasses públicos a escolas de samba. O partido Novo acionou o TCU (Tribunal de Contas da União) para barrar R$ 1 milhão destinado à Acadêmicos de Niterói (parte do montante liberado pela Embratur e Ministério da Cultura via Liesa), alegando desvio de finalidade por enaltecer um possível candidato à reeleição em 2026. A área técnica do tribunal recomendou o bloqueio em 2 de fevereiro, mas a decisão final cabe ao ministro Aroldo Cedraz.

A prefeitura do Rio, administrada por Eduardo Paes (PSD), repassou R$ 25,8 milhões à Liesa, enquanto o governo estadual destinou R$ 40 milhões divididos igualmente entre as agremiações. A Acadêmicos de Niterói não se manifestou sobre a demissão até o momento.


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