Lula revela denúncia de perseguição feita por Vorcaro no caso do Banco Master

Presidente garante apuração técnica pelo Banco Central e diz que responsáveis por eventual rombo bilionário vão responder pela irresponsabilidade
Por: Brado Redação 05.fev.2026 às 15h33
Lula revela denúncia de perseguição feita por Vorcaro no caso do Banco Master
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva relatou em entrevista nesta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, à jornalista Daniela Lima, do portal UOL, que o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou sofrer perseguição no mercado financeiro, com pessoas interessadas em prejudicá-lo e derrubá-lo.

De acordo com o presidente, Vorcaro expôs essa situação durante encontro realizado no Palácio do Planalto em 4 de dezembro de 2024. Lula respondeu ao banqueiro que não haveria qualquer posicionamento político a favor ou contra a instituição, apenas uma análise técnica conduzida pelo Banco Central.

O encontro, que não apareceu na agenda oficial da Presidência, contou com a presença do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, contratado na época pelo banco, além dos ministros Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Silveira (Minas e Energia), do então indicado à presidência do BC Gabriel Galípolo e do ex-CEO da instituição Augusto Lima.

Lula destacou que mantém diálogo com dirigentes de diferentes bancos, citando Itaú, Bradesco, Santander e BTG Pactual, entre outros. Após a conversa com Vorcaro, o presidente promoveu reuniões com o atual ministro da Fazenda Fernando Haddad, Galípolo e o procurador-geral da República Paulo Gonet para tratar do que o empresário havia relatado.

O chefe do Executivo afirmou que o caso será investigado com rigor e que os envolvidos em irregularidades graves, como possíveis fraudes e lavagem de dinheiro, responderão pelo que chamou de “o preço da irresponsabilidade”. Ele mencionou a chance de identificar os principais responsáveis por esquemas de corrupção e movimentação ilícita de recursos no país, independentemente de quem sejam – políticos, partidos ou instituições financeiras.

Sobre o suposto maior rombo já registrado no sistema bancário brasileiro, Lula reforçou que os culpados pagarão por isso. Em relação ao ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, que teria sido procurado pelo banco, o presidente disse que qualquer profissional pode atuar no setor privado e elogiou a competência do jurista, acrescentando que Lewandowski encerrou qualquer vínculo com a instituição ao assumir cargo no governo.

O petista reiterou que a investigação será técnica e imparcial, conduzida pelo Banco Central, e que não haverá interferência política de qualquer natureza no processo.



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