Na celebração eucarística realizada no domingo (8 de fevereiro de 2026), na Capela São Sebastião, em Pingo D’Água (MG), pertencente à Paróquia Santa Efigênia, na Diocese de Caratinga, o padre Flávio Ferreira Alves fez declarações polêmicas durante a homilia. Ele afirmou que não administraria a eucaristia (comunhão) a fiéis que concordam com o posicionamento do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), pedindo inclusive que essas pessoas deixassem o templo imediatamente.
O sacerdote direcionou sua crítica ao voto de Nikolas contra a Medida Provisória 1.313/2025, que transformou o programa Gás dos Brasileiros em Gás do Povo. A mudança substitui o repasse em dinheiro por entrega física de botijões em pontos credenciados pelo governo, com término previsto da ajuda financeira até 2027. Nikolas defendeu que a alteração limita a liberdade de escolha dos beneficiários, como mães de família que preferem o auxílio direto para comprar onde acharem melhor.
Em tom emocionado, o padre declarou: “Tem católico concordando com ele. Tem católico concordando com Nikolas. Vou falar uma coisa grave, se você concorda com o Nikolas, que não quer dar botijão de gás para o pobre, por favor, saia da igreja agora. Você não merece receber a eucaristia”. A fala gerou desconforto entre os presentes, com relatos de fiéis que se retiraram do local ou manifestaram insatisfação.
A Diocese de Caratinga reagiu por meio de nota oficial, destacando que a eucaristia é sacramento de unidade e não deve servir para dividir a comunidade ou condicionar a participação na fé a opiniões políticas. A entidade reforçou o compromisso com o livre exercício da democracia e o respeito à pluralidade de ideias, afirmando que a declaração do padre Flávio Ferreira Alves foi feita em momento de forte emoção e não está alinhada às orientações pastorais da Igreja Católica. O sacerdote expressou profundo arrependimento, e a diocese informou que adotará medidas para evitar repetições e promover diálogo fraterno na paróquia.
O episódio ganhou repercussão nas redes sociais e em veículos de imprensa, com Nikolas Ferreira classificando a atitude como ultrapassagem de limites e uso indevido do altar para manifestações políticas. A Diocese de Caratinga reiterou que a Igreja busca acolhida e paz em seus espaços litúrgicos, independentemente de posicionamentos partidários.
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