O líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner (PT), afirmou que a saída do senador Angelo Coronel (PSD) da base aliada do governador Jerônimo Rodrigues (PT) já é um assunto encerrado. Ele classificou o episódio como “página virada”, eliminando qualquer possibilidade de retorno do parlamentar ao grupo governista.
Durante entrevista concedida ao site Classe Política na manhã de segunda-feira (9), no evento de entrega das obras de modernização do Colégio Estadual Manoel Devoto, localizado no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, Jaques Wagner revelou ter oferecido a Angelo Coronel uma alternativa para permanecer na aliança: disputar o cargo como seu primeiro suplente, com divisão do mandato. A sugestão, porém, foi recusada imediatamente. O próprio Coronel declarou à imprensa que considerou a proposta ofensiva.
De acordo com o senador petista, as conversas não evoluíram porque Angelo Coronel já havia tomado a decisão de deixar a base do governo. Mesmo com a ruptura, Jaques Wagner demonstrou confiança no futuro eleitoral do grupo liderado por Jerônimo Rodrigues. “Vamos trabalhar bastante até outubro. Tenho certeza de que vamos alcançar mais uma vitória”, declarou.
Outro ponto abordado na entrevista foi a especulação sobre a composição da chapa majoritária para as eleições deste ano. Desde o resultado da eleição municipal de 2024, quando o vice-governador Geraldo Júnior (MDB) terminou na terceira colocação na disputa pela prefeitura de Salvador (Palácio Thomé de Souza), surgiram rumores sobre uma possível troca na aliança.
Questionado sobre a permanência de Geraldo Júnior na chapa, Jaques Wagner respondeu de forma direta: “Em chapa que está ganhando, não se mexe”. A frase indica que a atual coalizão, incluindo a participação do MDB, deve ser preservada sem modificações.
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