Durante missa em Minas Gerais, padre Flávio Ferreira Alves recusa eucaristia a católicos que apoiam Nikolas Ferreira

Sacerdote critica voto do deputado contra mudança no programa de gás subsidiado e pede que apoiadores saiam da igreja; Diocese de Caratinga emite nota afirmando que fala ocorreu em momento de emoção, não condiz com doutrina eclesial, e anuncia providências para diálogo e reconciliação
Por: Brado Jornal 09.fev.2026 às 07h33
Durante missa em Minas Gerais, padre Flávio Ferreira Alves recusa eucaristia a católicos que apoiam Nikolas Ferreira
Reprodução
Na celebração eucarística realizada no domingo (8 de fevereiro de 2026), na Capela São Sebastião, em Pingo D’Água (MG), pertencente à Paróquia Santa Efigênia, na Diocese de Caratinga, o padre Flávio Ferreira Alves fez declarações polêmicas durante a homilia. Ele afirmou que não administraria a eucaristia (comunhão) a fiéis que concordam com o posicionamento do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), pedindo inclusive que essas pessoas deixassem o templo imediatamente.

O sacerdote direcionou sua crítica ao voto de Nikolas contra a Medida Provisória 1.313/2025, que transformou o programa Gás dos Brasileiros em Gás do Povo. A mudança substitui o repasse em dinheiro por entrega física de botijões em pontos credenciados pelo governo, com término previsto da ajuda financeira até 2027. Nikolas defendeu que a alteração limita a liberdade de escolha dos beneficiários, como mães de família que preferem o auxílio direto para comprar onde acharem melhor.

Em tom emocionado, o padre declarou: “Tem católico concordando com ele. Tem católico concordando com Nikolas. Vou falar uma coisa grave, se você concorda com o Nikolas, que não quer dar botijão de gás para o pobre, por favor, saia da igreja agora. Você não merece receber a eucaristia”. A fala gerou desconforto entre os presentes, com relatos de fiéis que se retiraram do local ou manifestaram insatisfação.

A Diocese de Caratinga reagiu por meio de nota oficial, destacando que a eucaristia é sacramento de unidade e não deve servir para dividir a comunidade ou condicionar a participação na fé a opiniões políticas. A entidade reforçou o compromisso com o livre exercício da democracia e o respeito à pluralidade de ideias, afirmando que a declaração do padre Flávio Ferreira Alves foi feita em momento de forte emoção e não está alinhada às orientações pastorais da Igreja Católica. O sacerdote expressou profundo arrependimento, e a diocese informou que adotará medidas para evitar repetições e promover diálogo fraterno na paróquia.

O episódio ganhou repercussão nas redes sociais e em veículos de imprensa, com Nikolas Ferreira classificando a atitude como ultrapassagem de limites e uso indevido do altar para manifestações políticas. A Diocese de Caratinga reiterou que a Igreja busca acolhida e paz em seus espaços litúrgicos, independentemente de posicionamentos partidários. 


📲 Baixe agora o aplicativo oficial da BRADO
e receba os principais destaques do dia em primeira mão
O que estão dizendo

Deixe sua opinião!

Assine agora e comente nesta matéria com benefícos exclusivos.

Sem comentários

Seja o primeiro a comentar nesta matéria!

Carregar mais
Carregando...

Carregando...

Veja Também
Fachin estuda assumir os casos Master e INSS no lugar de André Mendonça
Presidente do STF reuniu auxiliares no domingo para tentar conter o choque com Alexandre de Moraes e avalia levar as duas relatorias, de forma temporária, para a Presidência da Corte
Onze diretores da Polícia Federal apoiam Andrei Rodrigues e oferecem cargos
Nota classifica o afastamento determinado por André Mendonça como ataque injustificado e coloca a cúpula à disposição de William Marcel Murad
Mendonça afasta diretor-geral da PF Andrei Rodrigues
Decisão também atinge o diretor de Inteligência e pede sessão extraordinária da Segunda Turma
Carlos Viana pede prisão do diretor-geral da Polícia Federal
Senador do Podemos protocola ofícios após André Mendonça afastar Andrei Rodrigues e cobra investigação sobre suposto monitoramento ilegal de autoridades
Carlinhos Sobral é alvo de investigação sobre uso eleitoral do Fundeb em Coronel João Sá; político nega
Denúncia aponta 321 nomes na folha da Educação e R$ 14,1 milhões pagos a empresa terceirizada; total passa de R$ 18 milhões. Ex-prefeito diz que não assinou pagamentos e chama reportagem de ataque eleitoral.
Carregando..