O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se apresenta como pré-candidato à Presidência da República, declarou nesta quarta-feira (11 de fevereiro de 2026) que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) não será candidato ao governo de Minas Gerais nas eleições de outubro. Segundo o parlamentar, a decisão parte exclusivamente da vontade de Nikolas, que já havia manifestado em ocasiões anteriores não ter interesse em disputar cargo majoritário no estado.
Flávio vinha articulando o nome de Nikolas como opção para criar um palanque sólido bolsonarista em Minas, negociando inclusive com alas do centrão, como União Brasil e PP, que viam o deputado como favorito na corrida governamental. O estado, segundo maior colégio eleitoral do Brasil, é estratégico para a eleição nacional, já que os últimos presidentes eleitos também venceram lá, sem polarização clara entre esquerda e direita.
Com a recusa confirmada, o PL agora busca alternativas. Entre os nomes cotados está o senador Cleitinho (Republicanos), alinhado ao conservadorismo, mas que já teve atritos com Jair Bolsonaro (PL) e sua família. Outra possibilidade é manter uma candidatura própria, embora o partido enfrente o desafio de o governador Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência, ter o vice Matheus Simões (PSD) como sucessor estadual, e Simões já declarou apoio explícito a Zema na corrida nacional, reforçando o palanque do atual governador.
Do lado do governo federal, o presidente Lula (PT) planeja impulsionar o senador Rodrigo Pacheco (PSD) ao governo mineiro, mas petistas já trabalham em planos alternativos, incluindo Cleitinho, o presidente da Assembleia Legislativa Tadeu Leite (MDB) e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares.
Nikolas Ferreira, o deputado mais votado do país em 2022 com 1,47 milhão de votos, é reconhecido pela forte mobilização digital e presença nas ruas, como na organização de atos em janeiro contra a prisão de Jair Bolsonaro. A expectativa no PL é que ele supere 2 milhões de votos em 2026, consolidando-se como cabo eleitoral nacional, como ocorreu nas municipais de 2024. A recusa ao governo estadual reforça sua preferência pela reeleição à Câmara, onde pode continuar influenciando a legenda.
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