Kim Kataguiri apresenta projeto para acabar com o auxílio-reclusão pago pelo INSS

Deputado do União Brasil-SP protocolou PL 482/2026 que revoga artigo da Lei 8.213/1991; benefício médio de R$ 1.518 em 2025 seria extinto sem direitos adquiridos ou indenizações, com vigência em 90 dias
Por: Brado Jornal 12.fev.2026 às 20h14
Kim Kataguiri apresenta projeto para acabar com o auxílio-reclusão pago pelo INSS
Mário Agra/Câmara dos Deputados
O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) protocolou nesta quarta-feira (11 de fevereiro de 2026) o Projeto de Lei nº 482/2026, que busca eliminar o auxílio-reclusão, benefício previdenciário concedido pelo INSS a dependentes de segurados de baixa renda que cumprem pena em regime fechado. O texto propõe a revogação do artigo 80 da Lei nº 8.213/1991, que regulamenta o pagamento a cônjuges, filhos ou outros dependentes.

Na justificativa, o parlamentar argumenta que o benefício representa uma distorção no sistema previdenciário, originalmente criado para proteger trabalhadores em situações de invalidez, doença, velhice ou morte, e não para equiparar a prisão a esses eventos. “Não há racionalidade que justifique tratar a prisão como um evento previdenciário equiparável à invalidez ou ao falecimento”, declarou Kataguiri.
Ele critica a inversão de prioridades: enquanto famílias honestas enfrentam dificuldades, o Estado cria um amparo ligado à prática de crimes, muitas vezes graves.

Pela proposta, todos os pagamentos em curso seriam interrompidos automaticamente após a entrada em vigor da lei, sem reconhecimento de direitos adquiridos, expectativa de direito ou qualquer forma de indenização. A norma entraria em vigor 90 dias após a promulgação, dando tempo para ajustes administrativos.

Em 2025, o valor médio mensal do auxílio-reclusão foi de R$ 1.518,00, segundo dados recentes. Kataguiri enfatiza que o fim do benefício não penaliza diretamente os dependentes inocentes, mas corrige uma falha estrutural que transfere recursos públicos para famílias de infratores, em detrimento de políticas para combater informalidade e vulnerabilidade no mercado de trabalho.

O PL agora tramita na Câmara dos Deputados e deve passar pelas comissões temáticas antes de ir a plenário. A iniciativa reforça a agenda liberal do deputado, que defende redução de gastos previdenciários considerados ineficientes ou injustos, gerando debate sobre equidade social e uso de recursos públicos em ano pré-eleitoral. 


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