O ministro Sidônio Palmeira, titular da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, determinou que ministros de Estado não participem do desfile no carro alegórico "Amigos de Lula" da escola Acadêmicos de Niterói, no Carnaval do Rio de Janeiro. A orientação, emitida nesta quinta-feira (12 de fevereiro de 2026), recomenda que os integrantes do primeiro escalão acompanhem o evento exclusivamente de camarotes, evitando exposição direta na avenida.
A decisão foi motivada por preocupações com possível desgaste à imagem do governo Lula (PT) em período pré-eleitoral, além do temor de interferências judiciais.
Inicialmente, sete ministros estavam convidados para integrar a ala, mas todos desistiram após o veto, com exceção da ministra Anielle Franco (Igualdade Racial), que deve desfilar por ser carioca e amiga próxima da primeira-dama Janja Lula da Silva, destaque no último carro da agremiação.
A homenagem à trajetória política do presidente no enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” gerou controvérsias. O Partido Novo apresentou representação no TSE alegando propaganda eleitoral antecipada, pedindo multa de R$ 9,65 milhões contra Lula, o PT e a escola. A AGU e a Secretaria Especial de Assuntos Jurídicos da Casa Civil também recomendaram cautela aos ministros para não participarem ativamente.
A Acadêmicos de Niterói, estreante no Grupo Especial, desfila no domingo (15 de fevereiro) na Marquês de Sapucaí. A escola agradeceu Janja nas redes sociais, afirmando união “para o amor vencer o medo”. O presidente Lula assistirá ao desfile no camarote da Prefeitura do Rio.
Outros convidados confirmados incluem Marcelo Freixo (presidente da Embratur), Bia Lula (neta do presidente), a cantora Tereza Cristina e a atriz Juliana Baroni.
O Planalto teme que convites diretos feitos pelo cerimonial de Janja a empresários, banqueiros, políticos e artistas possam ser questionados na Justiça Eleitoral. Técnicos do TCU sugeriram suspensão de repasse de R$ 1 milhão da Embratur à escola, mas o ministro Aroldo Cedraz rejeitou a medida. A direção da agremiação nega interferência do Executivo e afirma que o enredo segue regras da Liga Independente das Escolas de Samba e da Justiça Eleitoral, sem símbolos partidários explícitos na avenida.
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