A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) comunicou ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que não participará ativamente da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência em 2026. A informação veio de fontes próximas a ela ouvidas pela reportagem.
Procurada, a assessoria de Michelle não se pronunciou, enquanto Flávio declarou que mantém contato direto com a ex-primeira-dama e rejeitou qualquer tentativa de criar divisões internas. “Converso sempre com a Michelle e não vou dar espaço para narrativas inventadas por fontes anônimas e falsas. Nosso objetivo é o mesmo: tirar o Brasil das mãos do PT”, respondeu ele.
De acordo com aliados, a decisão surgiu após uma mensagem enviada por Flávio no mês passado, na qual ele insinuou que Michelle estaria agindo contra sua pré-candidatura, o que a deixou ofendida. No entanto, pessoas do seu círculo indicam que a posição não é definitiva: um pedido formal de desculpas e uma aproximação poderiam mudar o cenário.
Diferente de 2022, quando viajou pelo país em agendas próprias para mobilizar especialmente mulheres e evangélicos em favor do marido, Michelle agora planeja manter perfil mais reservado nas eleições presidenciais. Ela deixou a presidência do PL Mulher em dezembro passado, citando motivos de saúde, mas a saída coincidiu com o anúncio de Flávio como escolhido por Jair para a disputa presidencial, sem consulta prévia a ela, conforme reportagens anteriores.
Por enquanto, Michelle deve priorizar o cuidado com a família, sobretudo com o marido e a filha Laura, além de focar em sua possível candidatura ao Senado pelo Distrito Federal e no apoio a candidatas aliadas em vários estados.
O episódio da mensagem agravou uma relação já tensionada entre Michelle e o enteado. No entorno dela, há críticas de que Flávio permite que aliados a desgastem publicamente. Do outro lado, interlocutores do senador afirmam que Michelle resistiu à escolha dele como candidato e preferiria ver o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) na cabeça de chapa, com ela como vice.
Tensões também aparecem na articulação de palanques estaduais, com divergências em lugares como Santa Catarina (apoio a Caroline de Toni), Ceará (oposição a aliança com Ciro Gomes) e São Paulo (defesa de Rosana Valle para o Senado), gerando atritos com os filhos do ex-presidente.
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