O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), declarou não enxergar razões para alarme com a evolução do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas sondagens eleitorais para a Presidência da República. Para ele, o quadro atual reflete uma estabilidade acentuada e mantém o elevado grau de polarização observado nas eleições de 2022.
Durante participação na abertura do Carnaval de Salvador, no dia 12 de fevereiro, o ministro analisou que as pesquisas recentes apontam para um eleitorado bastante consolidado em suas posições, com pouca abertura para argumentos contrários.
“Existe uma estabilidade grande nas intenções de voto e, infelizmente, uma polarização muito forte. As pessoas estão fechadas, não querem escutar o outro lado. Se você inverte os nomes das candidaturas, o resultado permanece praticamente igual. Ninguém está disposto a ouvir argumentos, seja de um lado ou de outro. Isso prejudica o país e a nossa sociedade como um todo”, afirmou Rui Costa.
Ele destacou que esse ambiente de rigidez impede avanços no debate público e no entendimento mútuo entre diferentes grupos políticos. Na visão do ministro, a falta de diálogo representa um obstáculo maior do que eventuais variações pontuais nos percentuais de voto.
Dados da mais recente pesquisa Quaest, divulgados em fevereiro de 2026, mostram que Flávio Bolsonaro registrou avanço em simulações de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De agosto de 2025 até fevereiro deste ano, o senador passou de 32% para 38% das intenções de voto, enquanto o petista caiu de 48% para 43%.
No mesmo período, a rejeição ao nome de Flávio Bolsonaro apresentou redução: em dezembro de 2025, 60% dos entrevistados diziam que não votariam nele em hipótese alguma; em fevereiro de 2026, esse índice baixou para 55%. Já a rejeição a Lula se manteve praticamente estável, oscilando em torno de 54% nos últimos três meses.
Apesar do movimento favorável ao senador fluminense nas projeções, Rui Costa avaliou que os números não indicam ruptura no padrão de polarização e reforçam a dificuldade de conquistar novos eleitores em um cenário tão dividido.
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