Deputados da oposição protocolaram representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e anunciaram que também recorrerão ao Tribunal de Contas da União (TCU) para questionar o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Rio de Janeiro, realizado em 15 de fevereiro de 2026. A agremiação, em sua estreia no Grupo Especial, levou à Marquês de Sapucaí um enredo que exaltou a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os parlamentares, entre eles Gustavo Gayer (PL-GO) e Cabo Gilberto Silva (PL-PB), alegam que o espetáculo configurou propaganda eleitoral antecipada em ano de eleições, com violação da neutralidade do poder público e uso indevido de recursos federais, estimados em cerca de R$ 10 milhões repassados ao evento. Eles comparam o caso à inelegibilidade aplicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo TSE em 2023, por suposto abuso de poder em contexto eleitoral.
Durante protesto realizado na Câmara dos Deputados em 24 de fevereiro de 2026, os congressistas usaram máscaras caricaturais do presidente Lula, da primeira-dama Janja da Silva e de Daniel Vorcaro (dono do Banco Master, alvo de investigações por fraudes), além de exibirem uma mala simbólica com cédulas falsas estampadas com o rosto do petista, em alusão a supostas irregularidades no INSS.
Gustavo Gayer classificou o episódio como “um dos crimes eleitorais mais graves já cometidos no Brasil”, enquanto Cabo Gilberto Silva afirmou que a oposição tomará “todas as medidas cabíveis” para apurar o caso. O anúncio ocorreu logo após recorde de arrecadação federal em janeiro (R$ 325,751 bilhões), reforçando as críticas ao suposto desvio de verbas públicas para promoção pessoal.A representação no TSE busca investigação sobre os fatos, com possível aplicação de multas ou outras sanções.
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