Durante o ato “Acorda, Brasil” realizado na avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (1º), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) adotou postura mais contida ao se referir ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em seu discurso, o parlamentar e pré-candidato à Presidência da República evitou ataques nominais aos ministros da Corte, diferentemente de aliados como o pastor Silas
Malafaia e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que criticaram duramente figuras como Alexandre de Moraes.Flávio mencionou episódios de censura em redes sociais, operações policiais em residências de inocentes, uso de tornozeleiras eletrônicas em pessoas humildes e prisões sem crimes cometidos, além da saída de brasileiros do país para fugir de perseguições. No entanto, não citou explicitamente o STF como responsável por essas ações.
No encerramento da fala, o senador reforçou ser favorável ao impeachment de qualquer ministro que viole a lei ou a Constituição, mas esclareceu que isso não ocorre por falta de maioria no Senado. Ele enfatizou: “O nosso alvo nunca foi o Supremo. Sempre dissemos que o Supremo é fundamental para a democracia. Mas estão destruindo a democracia a pretexto de defendê-la para atingir Bolsonaro”.
As críticas principais foram direcionadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com menção a casos específicos como o de Nelson Ribeiro Fonseca Júnior, condenado a 17 anos por atos relacionados ao 8 de Janeiro, incluindo furto de uma bola autografada por Neymar, que Flávio defendeu como alguém que não depredou nada e apenas recolheu o objeto do chão para entregá-lo à polícia.
O evento, convocado por Nikolas Ferreira e com presença de governadores como Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO), reuniu cerca de 22.800 pessoas segundo estimativa do Poder360 baseada em imagens aéreas. O discurso de Flávio contrastou com falas mais agressivas de outros oradores, sinalizando tentativa de moderação em meio às divisões internas no campo bolsonarista, especialmente após atritos recentes envolvendo apoio à sua pré-campanha.
A manifestação manteve pautas como críticas ao governo federal, defesa de harmonia entre poderes e questionamentos a ações percebidas como excessivas, mas o tom de Flávio reforçou a narrativa de que o foco permanece no combate à corrupção e na restauração democrática via urnas, sem posicionar o STF como inimigo institucional. O STF não se pronunciou sobre as declarações até o momento da publicação.
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