O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi transferido nesta segunda-feira (16) para uma ala de cuidados intermediários dentro da estrutura intensiva do Hospital DF Star, em Brasília. A mudança ocorreu após evolução positiva observada nas últimas 24 horas, com melhora nos exames laboratoriais e no quadro clínico geral.
De acordo com o boletim médico mais recente divulgado pelo hospital, Bolsonaro registrou recuperação da função renal e melhora parcial nos indicadores inflamatórios, resultado da resposta favorável ao tratamento com antibióticos intravenosos. Ele continua recebendo suporte clínico intensivo, além de sessões de fisioterapia respiratória e motora.
A internação teve início na sexta-feira (13), quando o ex-presidente passou mal durante a madrugada no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde estava detido. Sintomas como febre alta, calafrios, sudorese e queda na saturação de oxigênio levaram à ativação imediata da equipe do Samu, que prestou os primeiros atendimentos.
Após avaliação médica inicial, incluindo suspeita de pneumonia pelo doutor Brasil Caiado, Bolsonaro foi encaminhado ao Hospital DF Star por volta das 8h50. Exames como tomografia de tórax e dos seios da face confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral, mais pronunciada no pulmão esquerdo, decorrente de broncoaspiração. O tratamento com antibióticos começou logo em seguida, com dois medicamentos aplicados preventivamente e terapeuticamente.
Essa é a terceira pneumonia enfrentada por Bolsonaro, considerada a mais grave até o momento. Apesar de uma pequena melhora inicial após o início da medicação, ele ainda apresentava enjoo, cefaleia e dores musculares comuns em infecções sistêmicas.
O histórico de saúde do ex-presidente inclui complicações desde o atentado a faca sofrido em 2018, durante a campanha eleitoral em Juiz de Fora (MG). Desde então, foram realizadas 14 cirurgias, sendo 10 ligadas diretamente às sequelas do ferimento abdominal e a intercorrências posteriores. Ele convive com soluço refratário crônico, que pode favorecer refluxo e aspiração de conteúdo para as vias respiratórias, como ocorreu na madrugada do dia 13.
As intervenções cirúrgicas mais recentes aconteceram em dezembro de 2025: no dia 25, uma herniorrafia inguinal bilateral para correção de hérnias na virilha (direita e esquerda); nos dias 27 e 29, bloqueios do nervo frênico direito e esquerdo, visando reduzir os episódios de soluço persistente.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou em suas redes sociais sobre a transferência para a unidade semi-intensiva, atribuindo-a à melhora nos marcadores de infecção. Fontes hospitalares confirmaram que Bolsonaro permanece em ambiente intensivo, e a mudança pode ter ocorrido no mesmo leito, sem necessariamente envolver troca de quarto.
Até o momento, não há estimativa de alta hospitalar. A equipe médica mantém monitoramento contínuo, com foco na resolução completa da infecção pulmonar e na estabilização geral do paciente. As atualizações sobre o quadro continuam sendo divulgadas pelo hospital conforme a evolução.
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