CPI rejeita convocação de ACM Neto no Senado

Comissão do Crime Organizado aprova retirada de requerimento do PT; senador citava repasses de R$ 3,6 milhões do Banco Master e Reag para empresa de consultoria
Por: Brado Redação 18.mar.2026 às 17h44
CPI rejeita convocação de ACM Neto no Senado
Foto: Reprodução

A Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado, instalada no Senado, decidiu nesta quarta-feira (18 de março de 2026) não prosseguir com a convocação do ex-prefeito de Salvador e vice-presidente do União Brasil, ACM Neto. O requerimento, apresentado inicialmente pelo senador Humberto Costa (PT-PE), foi retirado de pauta pelo próprio autor antes da votação.

O pedido previa o comparecimento de ACM Neto para prestar esclarecimentos no âmbito das investigações da CPI. Durante os debates, o colegiado também mencionou outros nomes, como o presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, além de empresários e influenciadores digitais, todos relacionados às linhas de apuração em curso.

Na justificativa original, Humberto Costa destacou dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que indicam repasses de R$ 3,6 milhões à empresa de consultoria ligada a ACM Neto. Os valores teriam sido pagos pelo Banco Master e pela Reag Investimentos entre 2023 e 2024.

O senador argumentava que o Banco Master está sob investigação da Polícia Federal na Operação Compliance Zero, acusado de participar de um esquema de fraude bilionária no sistema financeiro nacional. Segundo as suspeitas levantadas pela PF, haveria conexões entre a instituição e o Primeiro Comando da Capital (PCC), o que justificaria a necessidade de aprofundar as apurações sobre eventuais vínculos entre figuras políticas, empresas e organizações criminosas.

Com a retirada do requerimento, a CPI evitou o debate formal sobre a inclusão de ACM Neto entre os convocados. A decisão ocorre em momento sensível para o colegiado, que busca avançar nas investigações sem dispersar o foco em alvos considerados centrais pelas maiorias parlamentares.

A comissão continua examinando relações entre o crime organizado e setores da economia e da política, com base em relatórios de inteligência financeira e operações policiais em andamento. A retirada do pedido sinaliza que, por ora, o nome do ex-prefeito não entrará na lista de oitivas obrigatórias do grupo.



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