O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reiterou nesta quinta-feira (19) sua disposição de concorrer à reeleição nas eleições presidenciais de 2026. Aos 80 anos, o petista sinalizou que buscará um quarto mandato no Palácio do Planalto, destacando sua vitalidade e o objetivo de impedir o retorno da extrema-direita ao poder.
Durante discurso em evento do PT no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), Lula adotou tom claramente eleitoral. Ele anunciou que abandonará o slogan “Lulinha paz e amor” e participou do lançamento da pré-candidatura do ministro Fernando Haddad (PT) ao governo paulista.
“Eu estou com 80 anos e vocês pensam que eu não quero ser candidato. Eu vou ser candidato, sim. Porque enquanto esse jovem com 80 primaveras – mas com energia de 30 – estiver vivo, a extrema-direita não volta mais a governar esse país”, afirmou, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de Haddad.
Sobre a composição da chapa, Lula evitou confirmar a permanência de Alckmin como vice, mas expressou forte preferência pela repetição da dupla vencedora em 2022. Ele revelou ter conversado recentemente com o aliado: “Eu falei: ‘companheiro Alckmin, o que que você quer ser?’. Eu ficarei imensamente feliz de ter o Alckmin como meu vice outra vez. É um companheiro que eu aprendi a gostar, é um companheiro de muita lealdade”.
O presidente deixou explícito que a vaga de vice permanece aberta para Alckmin, mas sugeriu flexibilidade para posicioná-lo onde possa render mais votos, inclusive no Senado por São Paulo. “Haddad, se ele for meu vice, eu estou tranquilo, mas você precisa fazer uma chapa de senador que te ajude a ganhar. [...] Não sei se Geraldo vai tentar o Senado, mas a vaga de vice está aberta para ele”.
Em tom descontraído, Lula recordou as disputas antigas em que Alckmin, como adversário do PT, venceu quatro vezes em São Paulo. “O Alckmin derrotou a gente 4 vezes em São Paulo. Esse cara com essa cara de santo aqui nos derrotou 4 vezes em São Paulo. Mas a gente não era inimigo. Se eu encontrasse o Alckmin, eu ia cumprimentá-lo, abraçar, iria pedir para ele pagar uma cerveja e ele não pagaria”.
O ato contou ainda com a presença de ministros como Camilo Santana (Educação), Guilherme Boulos (Secretaria Geral), Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) e o presidente do PT, Edinho Silva, reforçando a unidade da base governista para o ciclo eleitoral que se aproxima. Lula já disputou a Presidência em seis ocasiões (1989, 1994, 1998, 2002, 2006 e 2022), vencendo três vezes e sendo impedido de concorrer em 2018 enquanto estava preso.
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